sexta-feira, 16 de outubro de 2009

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

data especial para os Turismólogos 27 De Setembro :

O termo turismólogo surge em meados da década de 1970, com o objetivo de categorizar uma formação acadêmica especifica que começava a ser gestada cientificamente no interior das faculdades de turismo existentes em São Paulo.




O primeiro curso, foi decorrente do pioneirismo da Faculdade Morumbi, atual Universidade Anhembi-Morumbi no ano de 1971. E em 1972, surge também, o segundo curso de turismo no Brasil na Faculdade Ibero-Americana de Letras e Ciências Humanas, atual Centro Universitário Ibero-Americano/UNICENTRO. Essas duas entidades educacionais situam - se na vanguarda do ensino, pesquisa e extensão do turismo, apesar de terem começado tímidas, em virtude dos recursos humanos, metodologia e conteúdos pedagógicos pouco claros e em sua maioria importados da Espanha, desenvolveram dentro do possível um trabalho extremamente pioneiro no campo do estudo do fenômeno turístico.



Cabe ressaltar que o fenômeno do turismo só vai ser visto epistemologicamente como mais próximo de nossa realidade e cercado como objeto de estudo acadêmico e científico com a criação em 1973 do curso de turismo na Universidade de São Paulo - Escola de Comunicações e Artes -USP/ECA.



Nesse caso, não poderíamos deixar de citar alguns professores e funcionários que foram visionários, pois estavam preocupados em estudar a atividade turística nacional como uma atividade que fosse além do tecnicismo instrumental no campo educacional. Aos funcionários que comandaram e ainda comandam o indispensável apoio administrativo sem o qual não poderíamos avançar no estudo do fenômeno estão: Izete Aparecida Martins, Célia Portugal Matta, ambas fundamentais nesse processo histórico.



Dos professores podemos pontuar com muito orgulho: Mário Carlos Beni, o pioneiro de todos e que se aventurou a aprofundar o estudo do turismo nacional e a questionar a inexistência de uma "política nacional de turismo" . A Sarah S. Bacal; Walter Rodrigues da Silva; Waldir Ferreira; Maria Fernanda F. Luis; Victor Ruiti Kiyohara; Olga Tulik; Sarah C. Da Viá. Todos com contribuições em seus campos e preocupados com o ensino e o estudo científico do turismo .



Destacamos aqueles que são resultados do esforço dos primeiros mestres: Mirian Rejowski que desenvolveu um trabalho impar e extremamente importante para o avanço da ciência do turismo caracterizando a produção científica no Brasil nesse campo. A Paulo Salles de Oliveira, brilhante interprete das obras de Joffre Dumazedier e o melhor estudioso do lazer no Brasil.



Entretanto, a década de 1970 ficou marcada como um dos momentos mais sangrentos da política brasileira, período extremamente conturbado no jogo das liberdades democráticas e da expressão. A imposição de uma universalidade plasmada pela ideologia da Escola Superior de Guerra - ESQ, possibilitou à ditadura militar desmontar e massacrar parte do movimento estudantil e sindical. Mascarando uma realidade cruel em que o seqüestro, prisão, tortura e a eliminação física eram práticas de uma política de apoio aos "democráticos" norte-americanos e uma repulsa aos comunistas chamados de inimigos da democracia.

Banalizou-se o congresso nacional instrumentalizando-o para atender aos interesses de políticos ligados aos coronéis da terra e testas de ferro a serviço das multinacionais. Segundo o antropólogo e escritor Darcy Ribeiro sobre esse período, afirma:



"Com a industrialização substitutiva, através da implantação de grandes fábricas das multinacionais, muda de imagem. Começa a ser vista pelo país como a grande bomba de sucção que nos sangra, Para carrear lucros para o estrangeiro."



Nesse meio surge o turismo como um curso novo para os empresários da educação que o enxergaram como exótico e bom de mercado, capaz de arrebanhar um contingente constituído de profissionais de várias áreas que atuavam no amplo campo do turismo; jovens ligados a aventuras induzidos e dispostos depois de formados a viver em outro país em virtude das condições de vida e da repressão dos militares; pessoas com idade acima de 30 anos que pretendiam atuar em outro campo e senhoras que desejavam por um fim em sua ociosidade de damas do lar e que já eram objeto dos movimentos feministas que começavam a se manifestar. Esses fatores vieram a contribuir que o curso de turismo uma das graduações mais procuradas e disputadas até hoje.



Porém outros motivos que nunca foram verdadeiramente explicitados nos escritos da época, mas sentidos por um grupo de professores e alunos mais críticos, necessitam ser avaliados. Quais as verdadeiras razões políticas e ideológicas que levaram o governo Federal a criar a Empresa brasileira de turismo - EMBRATUR, por meio do decreto - lei n.55 de 18 de novembro de 1966 ainda não foram totalmente estudados e documentos oficiais não foram liberados.



Quando fazemos a afirmação, que há outros motivos que levaram a criação da Embratur, podemos estender essa indagação aos cursos de turismo no Brasil, por uma questão de honestidade científica e acadêmica, vamos arrolar e refletir primeiramente os motivos já conhecidos:



● A existência do antigo e arcaico Conselho Federal de Educação que em "... resolução s/n de 28/01/71 ... fixou o conteúdo mínimo e a duração do curso superior de turismo."( Matias, 2002, p.4).Tornou o curso objeto de disputa de representantes de dois campos do saber, pois conselheiros e políticos usaram de varias artimanhas para inserir o curso de turismo junto às faculdades de Administração de Empresas e de Educação Física. Segundo a turismóloga, professora e escritora Marlene Matias essa idéia foi abandonada, mas sou obrigado a discordar pois essas intenções ainda aparecem com modulações variadas dentro e fora da categoria.

Os professores de Educação Física derivam para si com todo direito as atividades de ensino do lazer tanto no campo da teoria como na prática, porém muitos advogam a propriedade exclusiva dos conteúdos do lazer principalmente no que se refere ao estudo ontológico e histórico. O que me parece extremamente questionável pois para estudarmos o tempo livre, ócio, lazer e turismo, começamos como Karl Marx que por meio de duas de suas obras "Dos Grundrisse e do O Capital" discutem o tempo de trabalho. Paul Lafargue em seu livro de 1880 "O direito à preguiça" que traça um panorama universal da exploração do sistema capitalista sobre a humanidade, destacando o direito ao ócio dessas classes. Joffre Dumazedier com seus estudos pioneiros de tonalidade marxista, discutindo o fenômeno do Lazer como atividade extremamente educacional junto à população trabalhadora. Domenico Demasi sociólogo de formação weberiana, consegue mostrar a necessidade do governo em financiar a empresa privada para que o trabalhador usufrua do lazer. O Estado como mediador e agente financeiro para que o trabalhador usufrua o lazer e turismo. Todos foram ou filósofos, médicos, sociólogos que sinalizaram as raízes históricas do turismo e seus componentes, portanto a contribuição que está dada aparece no campo da epistemologia da ciência e não no campo exclusivo das ciências da Educação Física ou da ciência da Administração.



● O país estava vivendo o chamado por alguns de milagre brasileiro em que os índices de crescimento da economia batiam recordes mundiais. Porém, o aumento da miséria social e o abandono das riquezas da nação permitiram a rápida desnacionalização da economia e a internacionalização territorial e ideológica da vida Brasilis. A quantidade de miseráveis e o rebaixamento do padrão de vida do povo, levaram o Brasil a ser campeão no ranquim mundial como uns dos países com piores qualidade de vida.

Esse fato, afeta de forma direta os cursos e as faculdades particulares que viram seus investimentos serem corroídos pela situação de inadimplência dos estudantes e a econômica ser corroída pela inflação. Segundo Marlene Matias: "Nos primeiros anos de funcionamento do curso superior de turismo, houve uma demanda muito grande pelo mesmo, especialmente em São Paulo, o que desapertou o interesse de empresários da educação a investirem na abertura de outros cursos (...). Mas, a partir de 1976, ocorre uma queda sensível no número de ingressantes devido a uma série de fatores socioeconomicos".



Entretanto, não podemos esquecer que foi nesse período que ressurgiu com maior intenção a idéia de passar as vagas dos cursos de turismo para os cursos de administração. Essa lógica permaneceu ameaçadora até 1984, quando os turismólogos conseguiram de fato afastar os interesses escusos de donos de faculdades e do próprio Conselho Federal de Administração, pois essa atendia a dois fatores:



1. Tentativa desesperada para reerguer mercadologicamente os cursos de administração que começavam a apresentar um declínio na demanda, necessitando ampliar o leque das ênfases oferecidos pelo mesmo;

2. Incorporar o curso de turismo ao curso de administração, descaraterizando por completo a futura ciência do turismo e capitalizando o fenômeno para dentro do vasto campo da administração.

● Com relação ao corpo docente necessário para manter os primeiros cursos de turismo, houve pela UNIBERO a importação de alguns professores da Espanha que junto com professores da USP, conseguiram conviver e criar uma tipologia própria de conteúdo pedagógico, mesclando o fenômeno do turismo com a realidade brasileira.



Professores estrangeiros foram orientados sobre a realidade brasileira, professores brasileiros da USP com algumas exceções foram extremamente progressistas e mais que possa parecer paradoxal eram de esquerda, trazendo ao curso ares mais abertos e críticos com uma competência que hoje nos cursos aparece cada vez mais escassa.



● A falta de informação do curso para o aluno e a expectativa difusa sobre o que ele iria encontrar e qual a dimensão do mercado de trabalho. Tudo era um novidade, o mercado turístico seguia as regras dos interesses do Capital, nada se planejava, nada se organizava, pois para tudo e para todos estava o interesse e necessidades do turista e a da acumulação rápida da mais- valia. Turismo era sinônimo de viagem e entendido como uma atividade eminentemente técnica, o interessante é que assim enxergava e enxerga a Embratur quando propõe 1981 um currículo mínimo exclusivamente técnico:



A) Matérias Básicas

● Matemática;

● Estatística;

● Contabilidade;

● Teoria Econômica;

● Metodologia Científica;

● Planejamento e Organização do turismo;

● Legislação Aplicada;

● Mercadologia;

● Psicologia.



b) Habilitações Alternativas

1ª Opção - Hotelaria

● Organização Hoteleira e Técnicas Operacionais;

● Administração Financeira e Orçamento;

● Mercadologia Aplicada;

● Prática - Estágio.



2ª Opção - Agenciamento e transporte

● Produção e Organização de Serviços Turísticos;

● Administração Aplicada;

● Administração Financeira e Orçamento;

● Mercadologia;

● Prática - Estágio.



3ª Opção - Planejamento

● Sociologia;

● Organização de turismo Interno e Externo;

● Infra-estrutura Turística;

● Equipamento Turístico;

● Elaboração e Análise de projetos;

● Prática - Estágio.



Se compararmos esse currículo com com a proposta da ABBTUR, percebemos o tecnicismo que dominava e continua presente na Embratur, preocupada em atender o mercado, para que as universidades e faculdades formem "a mão de obra" (montem) um aluno dentro dos padrões de qualidade total, no qual o importante é sua funcionalidade, esmero e atendimento segundo os interesses do turista. Esse adestramento dentro dos padrões do tecnólogo, secundariza, oculta, inibe, dessistimula a consciência crítica e empobrece a visão de cidadania permitindo a formação de um turismólogo despolitizado.



● No início do curso com uma bibliografia nacional inexistente, os livros traduzidos configuravam realidades diferentes e muitos de duvidosa qualidade acadêmica. Hoje com uma publicação editorial nacional significativa que em qualidade ultrapassa a visão tecnicista, mas que insiste em apresentar uma leitura da realidade despolitizante, em que as funções do profissional são de sua inteira responsabilidade. Ocultando-se a situação do mercado de trabalho, colocando-a como se a mesma fosse culpa do profissional.



Diante desses fatos, podemos afirmar que os cursos de turismo implantados desde de 1971 até o presente, mostraram avanços significativos, graças as lutas dos estudantes, turismólogos e profissionais de outras áreas que dedicaram suas vidas a pensar e entender o fenômeno turístico. Mesmo sendo objeto de comentários e piadas por parte de alguns de nossos pares, as pessoas que agiram como pioneiros no estudo do turismo foram exemplares, pois enfrentaram preconceitos, ganharam respeitabilidade e ajudaram a criar um arcabouço teórico - metodológico próprio e nacional, comparado aos dos intelectuais do México e da França.



Com um realidade histórica, exclusiva e impar na América Latina, em que raças se mesclaram e se modificaram, nossa realidade exige o resgate do censo-crítico e de um estudo voltado à América Latina, pois hoje descobrimos mais do que nunca que somos latino americanos e não americanos ou europeus.



Os Discursos Alheios aos Interesses da Categoria - As falas do neoliberalismo diante do turismólogo



O processo no qual o sistema capitalista vêem navegando na atualidade configura - se em um movimento antí-dialético, portanto à histórico, cuja a tentativa é minimizar a leitura das contradições existentes na sociedade. Essa intenção só pode ser percebida e pensada quando desvendamos os mecanismos que buscam retardar a organização política sindical da sociedade civil, pois o desprezo pelo político não se limita ao processo partidário, mas sim, a tudo que se refere a atos e intenções relacionadas às formas de como se traduz a organização da categoria trabalho como fato que permite aos homens sinalizar, codificar e regularizar juridicamente seu espaço profissional.



Entendendo a sociedade como palco da luta de classes, nada pode ser mais nefasto do que os discursos e falas despolitizantes:



""emburguesamento", trabalha pela despolitização, provocando um descrédito na vida política e nos políticos em geral.

Os sindicatos e as associações perdem sua força de barganha, são hostilizados e ridicularizados pela sociedade e por seus próprios filiados, que acreditam que houve um esgotamento da luta de classes ...

A lógica é a negação da política e a adoração dos pensamentos livres, abertos, naturais e descomprometidos de qualquer objetivação teórico-filosófica, portanto, de tonalidade irracionalista. Este é o jogo da despolitização."



Esse movimento de negação da história aparece em virtude de nossa formação Cartesiana muito presente no pensamento da humanidade que se traduz dentro do seio de setores da academia que trabalham no sentido da volta de um purismo escolástico que acredita na neutralidade, pois parte do pressuposto que o sistema capitalista caminha para um redirecionamento inevitável de rumo no qual nossa atitude seria aderir ao seu modelo sem buscar as determinações, pois não devemos e não podemos pensar em modificá-las.



Esse entendimento, muito próprio dos neoliberais que pensam o fenômeno turístico de forma idealista buscando acreditar no equilíbrio e harmonia que deve ancorar o turismo sustentável, professam que:



1. A globalização para o turismo se constitui em uma solução para seu crescimento. Esse pensamento de base economicista esta preocupado com a entrada de recursos econômico, entendendo a transformação dos homens em simples mercadoria. Esse processo limita e embota a processualidade histórica, como brilhantemente comenta a professora Marutschka, quando diz:



"...o tratamento reducionista dado ao objeto turístico. Boa parte destas análises ora o enfoca sob a égide economicista como uma atividade apenas econômica, ora sob a ótica sistêmica, tratando-o como um sub-sistema."



Os fatos errôneos dessa visão, leva-nos a termos de lutar dentro e fora da academia contra aqueles que acreditam nas "boas" intenções do capitalismo para com o turismo. Bondosos idealistas se instalaram nas galerias do saber e desenharam um fenômeno turístico acritico, sustentável e desenvolveram programas modelares para o país, como forma de conscientizar a diversidade cultural por meio de um modelo estrangeiro que não atende as nossas peculiariedades de país continental.

Para nos que importamos dos Estados Unidos as bases do ensino superior no período do golpe militar por meio dos acordos "Mec-Usaid" e que fomos obrigados a suportar o fascismo desse governo, com seus aconselhamentos de civismo, moral e patriotismo imposto pelo ensino da escola militar dos americanos. Nada mais temeroso do que ter que ouvir a volta desses por meio da comédia que certamente virará tragédia, como bem alerta Karl Marx em seu livro Ideologia Alemã.

Tragédia é omitir os erros, limites e simplificações desses programas oficiais que apelam para o voluntariado e acabam excluindo o turismólogo e criando uma casta de treineiros pagos pela Embratur ou prefeituras que se vêem obrigadas a obedecer esses pedidos na esperança de serem certificadas como pólos turísticos.

2. Acreditar em programas com base no voluntariado, usando da "boa fé" de aposentados, alunos das faculdades de turismo e população nativa que acabam alimentando uma crença fanática aos programas estrangeiros e de gabinete, em que políticos faturam popularidade por meio de estatísticas super inflacionadas segundo interesses do governo.

3. Usar dos estudantes de turismo e dos turismólogos como massa de manobra, quando editam normativas como a 390/98 em que a Embratur delimitava e descreve nossas ações profissionais, porém para priorizar o PNMT, comprado da OMT ( quanto será que o Brasil pagou ou paga para usar uma metodologia ultrapassada? ). A Embratur em 2001 lança uma nova normativa a 421 que passa nossas funções para o Conselho Municipal de turismo.



A existência por parte da Embratur de uma história de normas desastrosas que obrigavam nossos hotéis para aumentarem as estrelas em sua classificação o uso de carpetes nos quartos, bem como, um café da manhã fora dos padrões da cultura e culinária brasileira. Esse estrangeirismo copiado dos padrões do estilo de vida americano, trouxeram vários desastres na de implantação de uma "política de turismo" direcionada exclusivamente para a recepção ao turista estrangeiro. Esse descompromiso com a população no que se refere ao turista nacional pode ser uma pista sinalizadora que a Embratur foi criada principalmente para moldar uma imagem de:



1. Brasil gigante, em que a ditadura prendia, torturava, matava e empastelava os meios de comunicação;

2. Um nacionalismo ufanista e extremamente patrulhador, em que a vida só tinha sentido quando compartilhada das disciplinas de "Educação moral e Cívica" e "Estudos de problemas Brasileiros";

3. Um processo de casernização da vida civil e da educação principalmente nos seus conteúdos obrigatórios e delimitado dentro de padrões rígidos de censura;

4. Um processo de cultura seletiva em que os princípios do amor e liberdade dos enlatados americanos sacudiam as cabeças de nossa juventude;

5. A instalação da ideologia pró-americana e anticomunista, por meio de um processo de desmonte de qualquer instituição que representa-se perigo ao governo.

6. Exílio compulsório ou militar-judicial de cientistas, intelectuais brasileiros e militantes que poderiam ser mortos pelo governo militar. Que organizaram verdadeiras redes para divulgar o para o mundo o que estava acontecendo no Brasil.



Esse fatores vão exigir do governo a criação de uma estrutura que cuide da imagem do Brasil no exterior, que junto com os corpos consulares e embaixadas divulguem a idéia de um Brasil ordeiro, pacifico, exótico, anticomunista e pró-americano. Nesse sentido, aparece a Embratur para a função que foi criada estimular e dar as condições da implementação de uma "Política Nacional para o Turismo" e divulgar o Brasil no exterior.

Os escritórios da Embratur no exterior vão servir de base para ressignificar o processo econômico, político e cultural, segundo interesses do governo militar em um país que no período da ditadura proibia a apresentação do bale Bolchoy, as peças de Plínio Marcos, a indicação de Dom Hélder Câmara para o Prêmio Nobel da Paz, das musicas de Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil, Caetano Veloso e outros. Mas no exterior divulga, o carnaval, a mulata, o Rio de Janeiro e acaba sinalizando uma apologia a beleza da mulher brasileira nas praias ensolaradas, um passo para tipificar a idéia do turismo sexual que hoje faz do Brasil conhecido como a rota dos turistas que buscam meninas menores para a pratica do turismo sexual. Rufiões que se colocam como agentes de turismo negociam nos aeroportos, falando alemão, inglês, francês e italiano as crianças por dia, semanas e por hora.



Por quê a Embratur não divulga as propagandas que são feitas do Brasil no exterior no campo do turismo? e os fatos que ocorrem e ocorreram quando da representação do país nas feiras internacionais de turismo internacional, mostre-nos a reação da imprensa internacional para aquilo que o Brasil leva para mostrar no exterior. Será que existe censura?



Nada pode ser tão curioso do que compreender que o Brasil sempre procedeu e apostou no exotismo, como fator de mostrar a cara do Brasil no exterior, durante a primeira República o Brasil participa de uma feira internacional na França e o estande brasileiro expõe frutas nacionais e os índios botocudos que acabaram sendo fatores de extrema curiosidade durante toda a exposição.



O Brasil sempre apostou em suas belezas anatômicas, seja pelas referências contidas nas cartas de Pêro Vaz de Caminha, porém essa cultura ao corpo que só brasileiro sabe dar pela cor, ritmo, sensualidade, plástica e uma enorme pitada de erotismo. De uma geração que cultuou Marta Rocha que perdeu por duas polegadas, mas acabou sendo imortalizada como o símbolo de mulher brasileira.



Com isso, queremos dizer que trabalhar com a ocultação total da imagem da mulher brasileira, me parece uma estupidez e uma falta total de tato pois a mulher brasileira é considerada a mais cobiçada e bela do mundo. A nos e ao poder público cabe fazer a distinção da mídia que acaba criando a noção de mulher liberada e independente.





Conclusão



Pouco temos a festejar, pois somos uma categoria ainda muito despolitizada e com um inexpressivo censo crítico. A nós cabe entender essas limitações e buscar combater os inimigos dos turismólogos, que se caracterizam por aqueles discursos que:



1. Encaram a regulamentação da profissão como coisa desnecessária por meio do discurso despolitizante, infantil, reargumentando sua fala com base na "qualidade total" que como resposta imediata costura a ideologia do pragmatismo;



2. Combatem a regulamentação usando da lógica discursiva simplista que a mesma não criará empregos e portanto não é necessário lutar por essa causa;



3. Existem outras profissões não são regulamentadas e o mercado está à disposição dos mais competentes, não há necessidade de nenhuma formatação jurídica. Mas de pessoal qualificado capaz de garantir seu mercado de trabalho;



4. Se regulamentarmos a profissão, limitaremos o nosso campo de trabalho, deixando de lado atividades que poderão surgir e que necessariamente fugiria de nossa amplitude regulamentada;



5. Em nenhum pais do mundo a profissão de bacharel em turismo foi regulamentada, essa argumentação aparece como o ultimo recurso dos neoliberais para justificar suas posturas de fundamentação direitista. Na verdade a leitura que essas pessoas fazem da realidade não leva em conta a luta de classes como motor da história, mas sim, deslocam sua leitura para as técnicas de motivação, ou seja, de auto ajuda.



Enquanto essas questões vão ocorrendo, as lutas sindicais vão sendo retardadas, os alunos fortalecem a visão equivocada de que conteúdo pedagógico e política são questões que devem ser tratadas separadamente e fora do âmbito das salas de aula. Essa cultura de separação entre o acadêmico e o político, foi sendo colocada durante os vinte e cinco anos de ditadura militar. Amigos morreram por pensarem diferente, professores foram caçados, exilados, torturados e mortos, pois sempre lutaram pela liberdade de poder estender o censo crítico dos alunos, contra a ditadura, opressão e pela eterna liberdade de pensamento.



Por isso discente não se deixe levar pelas falas sedutoras daqueles que se dizem nossos amigos, mas na verdade lutam para que o turismólogo não amplie seu mercado de trabalho e não se reconheça como elemento transformador da realidade turística. Esses "amigos da onça" lutam para que nossa categoria não cresça e sim desapareça, pois em sua lógica todos podem vir a contribuir não necessitando de nenhum estatuto corporativo.



Pense, amplie seu censo-crítico e acompanhe a discussão atual que vem lá do Rio Grande do Sul e passa pela cidade de Maringá. Reflita quais os motivos que levaram entidades, pesquisadores e professores a tentarem desmobilizar nosso trabalho, por meio da lógica separatista de que política e academia devem estar desvinculadas. Será que eles entendem a lógica da luta de classes?









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Referências Bibliograficas:



Curso de turismo. Departamento de relações Públicas e propaganda. Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo I-CONTUR - I Congresso Nacional de Turismo. 1975.



Curso de Turismo. Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. I Forum Nacional de Turismo e Lazer. São Paulo, 1980.



Fernandes, Florestan. Nós e o Marxismo. In. Caderno Ensaio. Marx Hoje. São Paulo. Editora Ensaio, 1987.



Lafargue, Paul. O direito à preguiça. São Paulo: Hucitec; Unesp, 1999.



Matias, Marlene. Turismo: Formação e Profissionalização - 30 anos de história. Barueri: Manole. 2002



Marx, Karl. Grundrisse: Lineamientos Fundamentales para la crítica de la economía política 1857 - 1858. México: Fondo de Cultura Económica,1985.



................. Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã. Portugal. Editorial Presença, 1976. I-CONTUR



............................................. . Manifesto do partido comunista. São Paulo: Global, 1987.



Ribeiro, Darcy. Aos trancos e barrancos; como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1985.



Santos, Filho. João dos. Neoliberalismo: Lógica do irracionalismo. In. Cadernos de Metodologia e Técnica de Pesquisa: revista anual de Metodologia de pesquisa. Universidade Estadual de Maringá / Departamento de Fundamentos da Educação / Área de Metodologia e Técnica de Pesquisa. 1996.



Autor:

João dos Santos Filho




quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O avião, utilizado por minorias em longas distâncias, vai se desenvolvendo timidamente para acabar impondo-se sobre as companhias navais.


A crise de 1929 repercute negativamente em todo o setor turístico limitando seu desenvolvimento até aproximadamente 1932.

A Segunda Guerra Mundial paralisa absolutamente o setor em todo o mundo e seus efeitos se estendem até o ano de 1949.

O “boom” turístico







Partenon em Atenas, Grécia, um dos monumentos antigos mais visitados da Europa.





Ibiza é uma das Ilhas Baleares





Porta de Brandemburgo





Palácio de Westminster e o Big Ben. São alguns dos principais cartões postais de Londres.





Torre Eiffel, principal ícone e ponto turístico de Paris.





Torre de Tóquio, um dos principais pontos turísticos de Tóquio.





Machu Picchu em Cuzco, Peru.





O Templo de Kukulcán, em Chichén Itzá, no México.





Cancún, no México, um dos principais pólos turísticos do país.

Entre 1950 e 1973 se inicia a falar de “boom” turístico. O turismo internacional cresce a um ritmo superior ao de toda a sua história. Este desenvolvimento é conseqüência da nova ordem internacional, a estabilidade social e o desenvolvimento da cultura do ócio no mundo ocidental. Nesta época se começa a legislar sobre o setor.

A recuperação econômica, especialmente da Alemanha e do Japão, foi uma assombrosa elevação dos níveis de renda destes países e fazendo surgir uma classe média estável que começa a interessar-se por viagens.

Entretanto com a recuperação elevando o nível de vida de setores mais importantes da população dos países ocidentais. Surge a chamada sociedade do bem-estar que uma vez com as suas necessidades básicas atendidas passa a buscar o atendimento de novas necessidades. Aparecendo neste momento a formação educacional e o interesse por viajar e conhecer outras culturas. Por outra parte a nova legislação trabalhista adotando a semana inglesa de 5 dias de trabalho, a redução da jornada de 40 horas semanais, a ampliação das coberturas sociais (jubilación, desemprego, invalidez,…), potencializam em grande medida o desenvolvimento do ócio e do turismo.

Também estes são os anos em que se desenvolvem os grandes núcleos urbanos e se evidencia a massificação, surge também o desejo de evasão, escapar da rotina das cidades e descansar as mentes da pressão.

Nestes anos se desenvolve a produção de carros em série o que permite acesso cada vez maior a população deste bem, assim com a construção de mais estradas, permite-se um maior fluxo de viajantes. De fato, a nova estrada dos Alpes que atravessa a Suíça de norte a sul supondo a perda da hegemonia deste país como núcleo receptor, pois eles iam agora cruzar a Suíça para dirigir-se a outros países com melhor clima.

A evasão é substituída pela recreação, o que se supõem um golpe definitivo para as companhias navais, que se vêem obrigadas a destinar seus barcos aos cruzeiros.

Todos estes fatores nos levam a era da estandardização padronizando os produtos turísticos. Os grandes operadores turísticos lançam ao mercado milhões de pacotes turísticos idênticos. Na grande maioria utiliza-se de vôos charter, que barateiam o produto e o popularizam. No princípio deste período (1950) havia 25 milhões de turistas, e ao finalizar (1973) havia 190 milhões.

No obstante, esta etapa também se caracteriza pela falta de experiência, o que implica as seguintes conseqüências. Como a falta de planejamento (se constrói sem fazer nenhuma previsão mínima da demanda ou dos impactos ambientais e sociais que se podem surgir com a chegada massiva de turistas) e o colonialismo turístico (existe uma grande dependência dos operadores estrangeiros estadunidenses, britânicos e alemães fundamentalmente).

Na década de 1970 a crise energética e a conseqüente inflação, especialmente sentida no setor dos transportes ocasionam um novo período de crise para a indústria turística que se estende até 1978. Esta recessão implica uma redução da capacidade de abaixar os custos e preços para propor uma massificação da oferta e da demanda. Na década de 1980 o nível de vida volta a elevar-se e o turismo se converte no motor econômico de muitos países. Esta aceleração do desenvolvimento ocorre devido a melhoria dos transportes com novos e melhores aviões da Boeing e da Airbus, trens de alta velocidade e a consolidação dos novos charter, também observa-se um duro competidor para as companhias regulares que se vem obrigadas a criar suas próprias filiares charter.

Nestes anos se produz uma internacionalização muito marcante das grandes empresas hoteleiras e das operadoras. Buscam novas formas de utilização do tempo livre (parques temáticos, deporte, resorts, saúde,…) e aplicando, ainda mais técnicas de marketing, pois o turista tem cada vez mais informação e maior experiência, buscando novos produtos e destinos turísticos, o que gera uma forte competição entre eles.

A possibilidade de utilização de ambientes multimedia na comunicação transformarão o sector, tornando o dsigner dos produtos, a prestação do serviço, a comercialização dos mesmos de uma maneira mais fluida.

Na década de 1990 ocorre grandes acontecimentos, como a queda dos regimes comunistas europeus, a Guerra do Golfo, a unificação alemã, a guerra da Bósnia, que incidem de forma direta na história do turismo. Trata-se de uma etapa de amadurecimento do setor que seguiu crescendo, sendo que de uma maneira mais moderada e controlada.

Os significativos problemas desta época ocasionaram limitações à capacidade receptiva gerando a necessidade de adequar a oferta à demanda existente, empenhando-se no controle de capacidade de carga dos ambientes patrimoniais de importância históricos e diversificando a oferta de produtos e destinos. Tendo ainda a percepção da diversificação da demanda aparecendo novos tipos perfis de turistas que exigiam uma melhor qualidade.

O turismo entra como parte fundamental da agenda política de numerosos países que desenvolvendo políticas públicas focadas na promoção, no planejamento e na sua comercialização como uma peça clave do desenvolvimento econômico. Melhorando-se mejora a formação desenvolvendo planos de educação especializada. O objetivo de alcançar um desenvolvimento turístico sustentável mediante a captação de novos mercados e a regulação da sazonalidade.

Também as políticas a nível supranacional que consideram o desenvolvimento turístico como elemento importante como o Tratado de Maastricht em 1992 (livre tráfego de pessoas e mercadorias, cidadania européia), e em 1995 a entrada em vigor Schegen e se eliminam os controles fronteiriços nos países da União Européia.

Ocorre novamente um barateamento das viagens por via aérea por meio das companhias de baixo custo (Low cost) e a liberação das companhias em muitos países e a feroz competição das mesmas. Esta liberalização afeta a outros aspectos dos serviços turísticos como a gestão de aeroportos e sem duvida será aprofundada quando entrar em vigor a chamada Directiva Bolkestein (de liberalização de serviços) em tramite no Parlamento Europeu.
Estatísticas sobre o turismo internacional


Os principais destinos no mundo

De acordo com as estatísticas da Organização Mundial de Turismo (OMT), uma agência especializada das Nações Unidas, em 2007 aconteceram 903 milhões de chegadas de turistas internacionais, um acréscimo de 6,6% em relação a 2006.[2] Os países mais visitados pelos turistas internacionais em 2006[3] e em 2007[2] são europeus, com a França em primeiro lugar. Em 2007, a Ucrânia e a Turquia entraram na lista dos 10 maiores destinos, superando o México e retirando Rússia e Áustria da lista dos 10 mais visitados. Os seguintes países foram os 10 maiores destinos do turismo internacional em 2007:

Posição

mundial País Continente Chegadas de

turistas

internacionais

em 2007[2]

(em milhões) Chegadas de

turistas

internacionais

em 2006[3]

(em milhões) Aumento

%

2006-07

1 França

Europa 81,9 79,1 3,8

2 Espanha

Europa 59,2 58,5 1,7

3 Estados Unidos

América do Norte 56,0 51,1 9,8

4 China

Asia 54,7 49,6 9,6

5 Itália

Europa 43,7 41,1 6,3

6 Reino Unido

Europa 30,7 30,7 0,1

7 Alemanha

Europa 24,4 23,6 3,9

8 Ucrânia

Europa 23,1 18,9 22,1

9 Turquia

Europa 22,2 18,9 17,6

10 México

América do Norte 21,4 21,4 0,3

Os destinos com as maiores receitas e os paises com as maiores despesas

De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Turismo (OMT), em 2007 as receitas geradas a nível mundial pelo turismo internacional atingiram USD 856 bilhões (€ 625 bilhões), que quando, comparados com os USD 742 bilhões (€ 591 bilhões) gerados em 2006, representou um crescimento em preços constantes de 5,6%, levando em consideração as fluctuações da taxa de câmbio e da inflação, já que em 2007 o dólar americano devalou-se 9% em relação ao euro en 2007.[2] Os países que mais arrecadaram com o turismo internacional continuam se concentrando na Europa, mas o maior arrecadador em 2007 continua sendo os Estados Unidos. A China foi o país receptor com o maior crescimento anual nas receitas recebidas do turismo internacional.[2]

As estimativas da OMT indicam que, em 2007 a Alemanha, por quinto ano consecutivo, continua sendo o país que produz as maiores despesas em turismo internacional no mundo. Segundo as projeções de um relatório do Banco Dresdner, em 2008 os alemães e os europeus continuarão sendo os emissores que geram as maiores despesas devido à fortaleza do Euro em relação ao Dólar americano, com uma maior demanda de viagens para os Estados Unidos em comparação com outros destinos.[4]

Segundo as estatísticas da OMT, em 2007 os seguintes 10 países receberam as maiores receitas vindas do turismo internacional, e também se apresentam os 10 países emissores com as maiores despesas em turismo internacional:

Receitas do turismo internacional por país receptor Despesas do turismo internacional por país de emissor

Posição

mundial País Continente Receitas

geradas

turismo intl.

em 2007[2]

(em bilhões) Receitas

geradas

turismo intl.

em 2006[3]

(em bilhões) Aumento

%

2006-07

(preços

correntes) Posição

mundial País Continente Despesas

em turismo intl.

por país emissor

(2007)[2]

(em bilhões) Despesas

em turismo intl.

por país emissor

(2006)[3]

(em bilhões) Aumento

%

2006-07

(preços

correntes)

1 Estados Unidos

América do Norte US$ 96.7 US$ 85.7 12,8 1 Alemanha

Europa US$82.9 US$73.9 2,7

2 Espanha

Europa US$ 57.8 US$ 51.1 3,6 2 Estados Unidos

América do Norte US$76.2 US$72.1 5,6

3 França

Europa US$ 54.2 US$ 46.3 7,2 3 Reino Unido

Europa US$72.3 US$63.1 9,9

4 Itália

Europa US$ 42.7 US$ 38.1 2,5 4 França

Europa US$36.7 US$31.2 7,8

5 China

Asia US$ 41.9 US$ 33.9 23,5 5 China

Asia US$29.8 US$24.3 22,5







As cidades e as atrações turísticas mais visitadas do mundo





Vista noturna da Times Square, Nova Iorque.





National Mall & Memorial Parks, Washington, D.C..





Castelo da Cinderela, no coração do Magic Kingdom





A Muralha da China, na China





Coliseu em Roma, Itália.





Taj Mahal em Agra, Índia.





Pirâmides de Gizé no Cairo, Egito.





Estátua da Liberdade, um dos principais pontos turísticos dos Estados Unidos da América.

A Revista Forbes realizou uma pesquisa em 2007 para classificar as 50 maiores atrações turísticas do mundo, considerando tanto turistas internacionais como domêsticos.[5] Por outra parte, a firma Euromonitor classificou as 150 cidades mais visitadas pelos turistas internacionais no mundo durante 2006.[6] As seguintes são as 10 melhores atrações do mundo segundo a Forbes, e se incluem também alguns outros destinos famosos posicionados dentro dos 50 melhores,[7] e também se apresentam as 10 cidades mais visitadas do mundo e se incluem cidades de países lusófonos que classificaram dentro deste ranking:

Atrações turísticas mais visitadas do mundo em 2007

por turistas domésticos e internacionais[5]

Top 10 Cidades mais visitadas em 2006

por turistas internacionais[6]

Top 10

Posição

mundial Atração turística Cidade País Número de

turistas

(em milhões) Posição

mundial Cidade Número de

turistas

(em milhões)

1 Times Square

Nova Iorque

EUA

35 1 Londres

15,64

2 National Mall & Memorial Parks

Washington, D.C.

EUA

25 2 Bangkok

10,35

3 Walt Disney World's Magic Kingdom

Lake Buena Vista, FL

EUA

16,6 3 Paris

9,70

4 Trafalgar Square

Londres

Reino Unido

15 4 Cingapura

9,50

5 Disneylândia

Anaheim, CA

EUA

14,7 5 Hong Kong

8,14

6 Cataratas do Niágara

Ontário & Nova Iorque

CAN & EUA

14 6 Nova Iorque

6,22

7 Fisherman's Wharf & Golden Gate

São Francisco,CA

EUA

13 7 Dubai

6,12

8 Tóquio Disneylândia & Disney Sea

Tóquio

Japão

12,9 8 Roma

6,03

9 Catedral de Notre-Dame de Paris

Paris

França

12 9 Seul

4,92

10 Disneylândia Paris

Paris

França

10,6 10 Barcelona

4,69

Outros destinos famosos Cidades lusófonas no ranking

11 Muralha da China

Badaling

China

10 35 Rio de Janeiro

2,19

18 Torre Eiffel

Paris

França

6,7 47 Lisboa

1,72

31 Grand Canyon

Arizona

EUA

4,4 62 São Paulo

1,10

36 Estátua da Liberdade

Nova Iorque

EUA

4,24 71 Salvador

0,94

37 Vaticano e seus museus

Roma

Itália

4,2 104 Fortaleza

0,50

39 Coliseu de Roma

Roma

Itália

4 109 Foz de Iguaçu

0,44

47 Pirâmides de Gizé

Cairo

Egito

3 118 Búzios

0,36

50 Taj Mahal

Agra

Índia

2,4 123 Florianópolis

0,31

Categorias

: Lista de segmentos do mercado turístico

Ainda segundo a OMT, dependendo de uma pessoa estar em viagem para, de ou dentro de um certo país, as seguintes formas podem ser distinguidas:

• Turismo receptivo - quando não-residentes são recebidos por um país de destino, do ponto de vista desse destino.

• Turismo emissivo - quando residentes viajam a outro país, do ponto de vista do país de origem.

• Turismo doméstico - quando residentes de dado país viajam dentro dos limites do mesmo.

Turismo receptivo

O turismo receptivo é o conjunto de bens, serviços, infra-estrutura, atrativos, etc, pronto a atender as expectativas dos indivíduos que adquiriram o produto turístico. Trata-se do inverso do turismo emissivo. Corresponde à oferta turística, já que se trata da localidade receptora e seus respectivos atrativos, bens e serviços a serem oferecidos aos turistas lá presentes.

O turismo receptivo, para se organizar de modo que seja bem estruturado, deve ter o apoio de três elementos essenciais para que esse planejamento seja executado com sucesso. São eles:

• Relação turismo e governo em harmonia;

• Apoio e investimentos dos empresários;

• Envolvimento da comunidade local.

A partir da inter-relação desses elementos é que pode nascer um centro receptor competitivo, lembrando que eles são apenas os essenciais, mas não os diferenciais, uma vez que é o diferencial que fará com que o turista se desloque até esse possível centro.

Nesse centro receptor, além de haver esses três elementos de fundamental importância para a formação do produto turístico, também deve haver outros que devem estar presentes na localidade. Alguns deles: Atrativos naturais e histórico/culturais; acessos; marketing; infraestrutura básica e complementar; condições de vida da população local; posicionamento geográfico; entre outros.

Importância econômica





Honolulu, a maior cidade do estado do Havaí. O estado é por sí só um dos maiores pontos indutores do turismo nos Estados Unidos da América.

O Turismo é a atividade do setor terciário que mais cresce no Brasil (dentre as espécies, significativamente, o turismo ecológico, o turismo de aventura e os cruzeiros marítimos) e no mundo, movimentando, direta ou indiretamente mais de US$ 4 trilhões (2004), criando também, direta ou indiretamente, 170 milhões de postos de trabalho, o que representa 1 de cada 9 empregos criados no mundo.

Tal ramo é de fundamental importância para o profissionalismo do setor turístico e necessário para a economia de diversos países com excelente potencial turístico, como o Brasil.

No Brasil, cidades médias e pequenas que são desprovidas de um próprio centro financeiro, precisam de meios para o crescimento de sua economia e de seu desenvolvimento. Alguns exemplos sobre esse caso são: Vitória, Guarujá, Ilha Bela, Ubatuba, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty, Angra dos Reis, Armação dos Búzios, Cabo Frio, entre outras.









Paraty, cidade brasileira do estado do Rio de Janeiro, que depende economicamente do turismo.

Grandes metrópoles globais também usam o turismo para sua fonte econômica, apesar de terem uma ampla economia de influência nacional ou internacional, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova York, Los Angeles, Londres, Paris, Tóquio, entre outras. Muitas delas utilizam diversos tipos de turismo, como: de negócios, lazer, cultural, ecológico(mais aplicado em cidades menores com maior área rural, apesar de existirem reservas florestais em algumas metrópoles), etc.

Em outros países, entre desenvolvidos e subdesenvolvidos, ocorre o mesmo. Nos Estados Unidos da América, o estado do Havaí, além de ser uma ilha distante do continente, possui também pouca população, em comparação à outros estados, sendo assim, difícil de ter um maior maior crescimento na sua economia. Portanto, o estado teve de optar para o turismo, e hoje é um dos mais famosos pontos turísticos dos Estados Unidos, sendo conhecido por suas belas praias e resorts.

Atualmente, um dos locais que mais crescem com o turismo, é a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Pela sua localização, próxima à regiões de conflitos étinicos e religiosos, a cidade teve de enfrentar muitos obstáculos para ser conhecida em diferentes partes do mundo. Conta com os mais exóticos e originais arranha-céus, sendo muitos deles, hotéis, tendo destaque para o Burj Al Arab, cartão postal da cidade, e para o Rose Tower, o hotel mais alto do mundo.

Estudo do Turismo

O estudo do turismo é uma área de recente desenvolvimento dentre as ciências sociais aplicadas. No Brasil os primeiros cursos superiores na área sugiram no início da década de 1970, destacando-se aqueles criados na antiga Faculdade Anhembi Morumbi e na Universidade de São Paulo, e também o da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Apesar de controverso, o termo turismologia têm sido utilizado para designar essa área de estudos, sendo turismólogo o termo utilizado designar o estudioso da área.

Turismo nos países lusófonos

Turismo no Brasil





Rio de Janeiro é o principal destino turístico dos estrangeiros que viajam ao Brasil.[8]

O turismo no Brasil se caracteriza por oferecer tanto ao turista brasileiro quanto ao estrangeiro uma gama mais que variada de opções. Nos últimos anos, o governo tem feito muitos esforços em políticas públicas para desenvolver o turismo brasileiro, com programas como o Vai Brasil procurando baratear o deslocamento interno, desenvolvendo infra-estrutura turística e capacitando mão-de-obra para o setor, além de aumentar consideravelmente a divulgação do país no exterior. São notáveis a procura pela Amazônia na região Norte, o litoral na região Nordeste, o Pantanal e o Planalto Central no Centro-Oeste, além do interesse pela arquitetura brasiliense, o turismo histórico em Minas Gerais, o litoral do Rio de Janeiro e os negócios em São Paulo dividem o interesse no Sudeste, e os pampas, o clima frio e a arquitetura germânica no Sul do país.





São Paulo, a maior cidade do Brasil. É a cidade mais visitada do país por estrangeiros que viajam a negócios e eventos[8].

Contudo, a imagem de que o Brasil é um país muito procurado por turistas estrangeiros, e que esta terra recebe um número enorme de visitantes oriundos de outros países é relativamente enganosa. Apesar das opções variadas e do enorme território a ser visitado, o Brasil não figura sequer entre os trinta países mais visitados do mundo. Alguns fatores como o medo da violência, da má estrutura e falta de pessoal capacitado (como a carência falantes de inglês no serviço público do turismo, por exemplo) podem ser motivos para explicar esta relativamente baixa procura pelo Brasil como destino. Contudo, ao que tudo indica, a razão principal pela baixa procura por estrangeiros pelo Brasil, se deve pelo fato deste país se encontrar distante dos países grandes emissores de turistas. 85% das viagens aéreas feitas no mundo acontecem em, no máximo, duas horas de vôo[carece de fontes?]. Os problemas estruturais e socioeconômicos do Brasil parecem não interferir tanto no fluxo de turistas estrangeiros, uma vez que, segundo o Plano Aquerela, conduzido pela Embratur, 92% dos estrangeiros que estiveram neste país pretendem voltar.

Mas situação do turismo no Brasil aos poucos tem melhorado. Em 2005 o Brasil recebe 564.467 turistas a mais que em 2006. Mas ainda assim o número de estrangeiros é muito pequeno se compararmos, por exemplo, à França, um país com o território de tamanho semelhante ao do estado de Minas Gerais, mas que recebe 14 vezes mais visitantes estrangeiros que o Brasil.

Os países que mais enviaram estrangeiros para o Brasil em 2005 foram:

Principais 15 países emissores de turistas para o Brasil[9]


Posição País de

origem Turistas

estrangeiros

2007 %

total Posição País de

origem Turistas

estrangeiros

2007 %

total

1º Argentina

920.210 18,31 9º Espanha

216.373 4,31

2º Estados Unidos

699.169 13,91 10º Paraguai

206.323 4,11

3º Portugal

280.438 5,58 11º Reino Unido

176.948 3,52

4º Itália

268.685 5,35 12º Peru

96.336 1,92

5º Chile

260.430 5,18 13º Países Baixos

83.554 1,66

6º Alemanha

257.719 5,13 14º Suíça

72.763 1,45

7º França

254.367 5,06 15º Canadá

63.963 1,27

8º Uruguai

226.111 4,50

Turismo em Portugal





Praia do Tamariz, Estoril - Portugal é amplamente conhecido na Europa pelas suas estâncias turísticas.

Portugal sempre se mostrou como um dos destinos turísticos mais seguros da Europa. Se apesar de até 1974 o país ter sofrido com o seu regime ditatorial, após esta data o turismo em terras portuguesas cresceu imenso.

Lisboa e Cascais foram os pólos iniciais do turismo, aos quais se juntaram mais tarde a Ilha da Madeira e o Algarve; actualmente todo o país goza de um prestígio em todo o mundo.

Hoje em dia, mais de 13 milhões de turistas anuais percorrem os cerca de 1000 quilómetros de costa, visitam os inúmeros locais considerados Património da Humanidade, cruzam as Planícies do Alentejo, escalam a Serra da Estrela, sobem o Rio Douro, mergulham nas praias do Algarve e da ilha do Porto Santo, encantam-se nos Açores ou, ainda, divertem-se nos muitos casinos portugueses.

Actualmente, o Algarve, a região de Lisboa, Cascais e Sintra, a Madeira, e o Porto lideram o ranking de destinos nacionais. O Alentejo Litoral começa também a afirmar-se como um grande pólo turístico onde estão a efectuar-se grandes investimentos nesse sector nomeadamente em Tróia (Grândola) e Santiago do Cacém.





Torre de Belém, em Lisboa.

O Algarve é um dos principais destinos de férias, durante todo o ano, dos países nórdicos e do Reino Unido. Vilamoura (o maior complexo turístico da Europa), Portimão, Albufeira e Faro são o centro da actividade algarvia.

Ao passo que os portugueses elegem a Espanha, Brasil, Cuba, Tailândia, México, Itália, Marrocos, Moçambique, Tunísia, Cabo Verde ou a República Dominicana como seus destinos principais, Portugal é escolhido, preferencialmente, por turistas oriundos do Reino Unido, Irlanda, Países Baixos, Dinamarca, Suécia, Noruega, Itália, Bélgica, Alemanha, Suíça, França, Espanha e um número cada vez maior turistas da Rússia, Polónia, Estados Unidos da América, Canadá, Países Bálticos, República Checa, Hungria, Japão e China.

Cultura, sol, praias, diversão, natureza, história e gastronomia são os pratos fortes do turismo português.

O turismo é um dos mais importantes sectores da economia portuguesa, representando cerca de 8% do PIB.

Portugal encontra-se entre os 15 países com maior procura turística em todo o mundo.

Turismo na América Latina

Durante vários anos o México tem sido o destino mais visitado por turistas estrangeiros na América Latina. As receitas do turismo internacional são uma importante fonte de divisas para vários dos países da América Latina, e representa um porcentagem importante do PIB e das exportações de bens e serviços, assim como uma fonte importante de emprego, com destaque da República Dominicana.[10] Segundo o FEM vários dos países da América Latina, ainda que apresentam deficiências nas áreas de infra-estrutura e marco jurídico, são competitivas nos aspectos relativos a recursos culturais e naturais, fatores que fazem atrativo realizar investimentos ou desenvolver negócios no setor de viagens e turismo nos países da região.[11] Por exemplo, o Brasil foi classificado no Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2009 na posição 45 a nível mundial, mas entre os 133 países avaliados classificou na posição 2 em recursos naturais, e na posição 14 em recursos culturais, ainda que classificou na posição 110 en infraestrutura rodoviária e no 130 en segurança pública.[12] A continuação apresenta-se um resumo das principais estatísticas sobre o turismo dos 20 países da América Latina, incluindo indicadores que reflitem a importância que esta atividade tem nas suas economias.

País da

América Latina

Chegadas

turistas

internl.[2]

2007

(mil)

Receitas

turismo

internl.[2]

2007

(milhões

USD)

Receita

média por

chegada[2]

(2) / (1)

2007

(USD/tur)

Chegadas

por

1000 hab

(estimado)

2007[2][13]

Receitas

per

capita[14]

2005

USD

Receitas

%

exportação

bens e

serviços[10]

2003

Receitas

turismo

%

PIB[10]

2003

% Empregos

diretos

e indiretos

no

turismo[10]

2005

Classif.

Mundial

Competitiv.

Turística[11]

TTCI

2009

Valor do

Índice

TTCI[11]

2009


Argentina

4,562 4,313 945 115 57 7,4 1,8 9,1 65 4,08

Bolívia

556 205* 475* 58 22 9,4 2,2 7,6 114 3,33

Brasil

5,026 4,953 985 26 18 3,2 0,5 7,0 45 4,35

Chile

2,507 1,419 566 151 73 5,3 1,9 6,8 57 4,18

Colômbia

1,193 1,669 1,399 26 25 6,6 1,4 5,9 72 3,89

Costa Rica

1,973 1,974 1,001 442 343 17,5 8,1 13,3 42 4,42

Cuba

2,119 1,982 935 188 169 n/d n/d n/d n/d n/d

Equador

953 637 668 71 35 6,3 1,5 7,4 96 3,62

El Salvador

1,339 847 633 195 67 12,9 3,4 6,8 94 3,63

Guatemala

1,448 1,199 828 108 66 16,0 2,6 6,0 70 3,90

Haiti*

n/d n/d 685* n/d 12* 19,4 3,2 4,7 n/d n/d

Honduras

831 557 670 117 61 13,5 5,0 8,5 83 3,77

México

21,424 12,901 602 201 103 5,7 1,6 14,2 51 4,29

Nicarágua

800 255 319 143 36 15,5 3,7 5,6 103 3,49

Panamá

1,103 1,185 1,074 330 211 10,6 6,3 12,9 55 4,23

Paraguai

416 102 245 68 11 4,2 1,3 6,4 122 3,16

Peru

1,812 1,938 1,070 65 41 9,0 1,6 7,6 74 3,88

República Dominicana

3,980 4,026 1,012 408 353 36,2 18,8 19,8 67 4,03

Uruguai

1,752 809 462 525 145 14,2 3,6 10,7 63 4,09

Venezuela

771 817 1,060 28 19 1,3 0,4 8,1 104 3,46

• Nota (1): Os dados marcados com * não estão disponíveis para 2006 ou 2007 em web sites de acesso público, então se incluiram como referencial os datos disponíves de 2005 para a Bolivia e de 2003 para o Haiti.[14]

• Nota (2): A cor sombreado verde denota o país com o melhor indicador e a cor sombreado amarelo corresponde ao país com o valor mais baixo.

• Turismologia

• Turismólogo

• Organização Mundial de Turismo

• Trade turístico

• Meios de hospedagem

• Planejamento do turismo

• Jornalismo de Turismo

• Índice de Competitividade em Viagens e Turismo‎

• Transporte







Freedom of the Seas, o maior navio cruzeiro do planeta, símbolo da era das grandes viagens marítimas.

Inglaterra torna-se a primeira a oferecer passagens de travessias transoceânicas e dominam o mercado marítimo na segunda metade do século XIX, o que favorecerá as correntes migratórias européias para a América. Sendo este o grande momento dos transportes marítimos e das companhias navais.

Começa a surgir na Europa o turismo de montanha ou saúde: se constroem famosos sanatórios e clínicas privadas européias, muitos deles ainda existem como pequenos



Com a Revolução Industrial se consolida a burguesia que volta a dispor de recursos econômicos e tempo livre para viajar. O invento do maquinário a vapor promove uma revolução nos transportes, que possibilita substituir a tração animal pelo trem a vapor tendo as linhas férreas que percorrem com rapidez as grandes distâncias cobrindo grande parte do t E neste momento quando aparecem os primeiros alojamentos com o nome de hotel (palavra francesa que designava os palácios urbanos). Como as viagens das grandes personalidades acompanhadas de seu séqüito, comitivas cada vez mais numerosas, sendo impossível alojar a todos em palácio, ocorre à criação de novas edificações hoteleiras.

Esta é também a época das grandes expedições marítimas de espanhóis, britânicos e portugueses que despertam a curiosidade e o interesse por grandes viagens.

Ao final do século XVI surge o costume de mandar os jovens aristocratas ingleses para fazerem um gran-tour ao final de seus estudos, com a finalidade de complementar sua formação e adquirir certas experiências. Sendo uma viagem de larga duração (entre 3 e 5 anos) que se fazia por distintos países europeus, e desta atividade nascem as palavras: turismo, turista, etc.

Existindo um ressurgir das antigas termas, que haviam decaído durante a Idade Média. Não tendo somente como motivação a indicação medicinal, sendo também por diversão e o entretenimento em estâncias termais como, por exemplo, em Bath (Inglaterra). Também nesta mesma época data o descobrimento do valor medicinal da argila com os banhos de barro como remédio terapêutico, praias frias (Niza,…) onde as pessoas iam tomar os banhos por prescrição médica.

Idade Contemporânea

Com a Revolução Industrial se consolida a burguesia que volta a dispor de recursos econômicos e tempo livre para viajar. O invento do maquinário a vapor promove uma revolução nos transportes, que possibilita substituir a tração animal pelo trem a vapor tendo as linhas férreas que percorrem com rapidez as grandes distâncias cobrindo grande parte do território europeu e norte-americano. Também o uso do vapor nas navegações reduz o tempo dos deslocamentos.

erritório europeu e norte-americano. Também o uso do vapor nas navegações reduz o tempo dos deslocamentos.





Isabel I, Rainha da Inglaterra e Irlanda.

As peregrinações continuam durante a Idade Moderna. Em Roma morrem 1.500 peregrinos por causa da peste.







Começa a surgir na Europa o turismo de montanha ou saúde: se constroem famosos sanatórios e clínicas privadas européias, muitos deles ainda existem como pequenos hotéis guardando ainda um certo charme. É também nesta época das praias frias (Costa azul, Canal da Mancha,…).

Thomas Cook

Em 1840 Thomas Cook, considerado o pai do Turismo Moderno, promove a primeira viagem organizada da historia. Mesmo tendo sido um fracasso comercial é considera como um rotundo sucesso em relação a organização do primeiro pacote turístico, pois se constatou a enorme possibilidade econômicas que, este negócio, poderia chegar a ter como atividade, criando assim em 1851 a Agência de Viagens “Thomas Cook and son”.

Em 1867 inventa o bono o “voucher”, documento que permite a utilização em hotéis de certos serviços contratados e propagados a través de uma agência de viagens.

Henry Wells e William Fargo criam à agência de viagens American Express que inicialmente se dedica ao transporte de mercadorias e que posteriormente se converte em uma das maiores agências do mundo. Introduzindo o sistema de financiamento e emissão de cheques de viagem, como por exemplo o travel-check (dinheiro personalizado feito com papel moeda de uso corrente que protege o viajante de possíveis roubos e perdas).

Cesar Ritz





Hôtel Ritz Paris

Cesar Ritz é considerado pai da hotelaria moderna. Desde muito jovem ocupou todos os postos de trabalho possíveis em um hotel até chegar a gerente de um dos maiores hotéis de seu tempo. Melhorou todos os serviços do hotel, criou a figura do sumiller, introduziu o banheiro nas unidades habitacionais (UHs) criando as suítes, revolucionando a administração. (Converteu os hotéis decadentes nos melhores da Europa, o que lhe gerou o pseudônimo de “mago”).

Ao explodir a Primeira Guerra Mundial no verão de 1914 acredita-se que havia aproximadamente 150.000 turistas americanos na Europa.

Ao finalizar a guerra começa a fabricação em massa de ônibus e carros. Nesta época as praias e os rios se convertem em centros de turismo na Europa começando a adquirir grande importância o turismo costeiro.







Cancún, no México, um dos principais pólos turísticos do país.

Entre 1950 e 1973 se inicia a falar de “boom” turístico. O turismo internacional cresce a um ritmo superior ao de toda a sua história. Este desenvolvimento é conseqüência da nova ordem internacional, a estabilidade social e o desenvolvimento da cultura do ócio no mundo ocidental. Nesta época se começa a legislar sobre o setor.

A recuperação econômica, especialmente da Alemanha e do Japão, foi uma assombrosa elevação dos níveis de renda destes países e fazendo surgir uma classe média estável que começa a interessar-se por viagens.

Entretanto com a recuperação elevando o nível de vida de setores mais importantes da população dos países ocidentais. Surge a chamada sociedade do bem-estar que uma vez com as suas necessidades básicas atendidas passa a buscar o atendimento de novas necessidades. Aparecendo neste momento a formação educacional e o interesse por viajar e conhecer outras culturas. Por outra parte a nova legislação trabalhista adotando a semana inglesa de 5 dias de trabalho, a redução da jornada de 40 horas semanais, a ampliação das coberturas sociais (jubilación, desemprego, invalidez,…), potencializam em grande medida o desenvolvimento do ócio e do turismo.

Também estes são os anos em que se desenvolvem os grandes núcleos urbanos e se evidencia a massificação, surge também o desejo de evasão, escapar da rotina das cidades e descansar as mentes da pressão.

Nestes anos se desenvolve a produção de carros em série o que permite acesso cada vez maior a população deste bem, assim com a construção de mais estradas, permite-se um maior fluxo de viajantes. De fato, a nova estrada dos Alpes que atravessa a Suíça de norte a sul supondo a perda da hegemonia deste país como núcleo receptor, pois eles iam agora cruzar a Suíça para dirigir-se a outros países com melhor clima.

A evasão é substituída pela recreação, o que se supõem um golpe definitivo para as companhias navais, que se vêem obrigadas a destinar seus barcos aos cruzeiros.

Todos estes fatores nos levam a era da estandardização padronizando os produtos turísticos. Os grandes operadores turísticos lançam ao mercado milhões de pacotes turísticos idênticos. Na grande maioria utiliza-se de vôos charter, que barateiam o produto e o popularizam. No princípio deste período (1950) havia 25 milhões de turistas, e ao finalizar (1973) havia 190 milhões.

No obstante, esta etapa também se caracteriza pela falta de experiência, o que implica as seguintes conseqüências. Como a falta de planejamento (se constrói sem fazer nenhuma previsão mínima da demanda ou dos impactos ambientais e sociais que se podem surgir com a chegada massiva de turistas) e o colonialismo turístico (existe uma grande dependência dos operadores estrangeiros estadunidenses, britânicos e alemães fundamentalmente).

Na década de 1970 a crise energética e a conseqüente inflação, especialmente sentida no setor dos transportes ocasionam um novo período de crise para a indústria turística que se estende até 1978. Esta recessão implica uma redução da capacidade de abaixar os custos e preços para propor uma massificação da oferta e da demanda. Na década de 1980 o nível de vida volta a elevar-se e o turismo se converte no motor econômico de muitos países. Esta aceleração do desenvolvimento ocorre devido a melhoria dos transportes com novos e melhores aviões da Boeing e da Airbus, trens de alta velocidade e a consolidação dos novos charter, também observa-se um duro competidor para as companhias regulares que se vem obrigadas a criar suas próprias filiares charter.

Nestes anos se produz uma internacionalização muito marcante das grandes empresas hoteleiras e das operadoras. Buscam novas formas de utilização do tempo livre (parques temáticos, deporte, resorts, saúde,…) e aplicando, ainda mais técnicas de marketing, pois o turista tem cada vez mais informação e maior experiência, buscando novos produtos e destinos turísticos, o que gera uma forte competição entre eles.

A possibilidade de utilização de ambientes multimedia na comunicação transformarão o sector, tornando o dsigner dos produtos, a prestação do serviço, a comercialização dos mesmos de uma maneira mais fluida.

Na década de 1990 ocorre grandes acontecimentos, como a queda dos regimes comunistas europeus, a Guerra do Golfo, a unificação alemã, a guerra da Bósnia, que incidem de forma direta na história do turismo. Trata-se de uma etapa de amadurecimento do setor que seguiu crescendo, sendo que de uma maneira mais moderada e controlada.

Os significativos problemas desta época ocasionaram limitações à capacidade receptiva gerando a necessidade de adequar a oferta à demanda existente, empenhando-se no controle de capacidade de carga dos ambientes patrimoniais de importância históricos e diversificando a oferta de produtos e destinos. Tendo ainda a percepção da diversificação da demanda aparecendo novos tipos perfis de turistas que exigiam uma melhor qualidade.

O turismo entra como parte fundamental da agenda política de numerosos países que desenvolvendo políticas públicas focadas na promoção, no planejamento e na sua comercialização como uma peça clave do desenvolvimento econômico. Melhorando-se mejora a formação desenvolvendo planos de educação especializada. O objetivo de alcançar um desenvolvimento turístico sustentável mediante a captação de novos mercados e a regulação da sazonalidade.

Também as políticas a nível supranacional que consideram o desenvolvimento turístico como elemento importante como o Tratado de Maastricht em 1992 (livre tráfego de pessoas e mercadorias, cidadania européia), e em 1995 a entrada em vigor Schegen e se eliminam os controles fronteiriços nos países da União Européia.

Ocorre novamente um barateamento das viagens por via aérea por meio das companhias de baixo custo (Low cost) e a liberação das companhias em muitos países e a feroz competição das mesmas. Esta liberalização afeta a outros aspectos dos serviços turísticos como a gestão de aeroportos e sem duvida será aprofundada quando entrar em vigor a chamada Directiva Bolkestein (de liberalização de serviços) em tramite no Parlamento Europeu.



Estatísticas sobre o turismo internacional


Os principais destinos no mundo

De acordo com as estatísticas da Organização Mundial de Turismo (OMT), uma agência especializada das Nações Unidas, em 2007 aconteceram 903 milhões de chegadas de turistas internacionais, um acréscimo de 6,6% em relação a 2006.[2] Os países mais visitados pelos turistas internacionais em 2006[3] e em 2007[2] são europeus, com a França em primeiro lugar. Em 2007, a Ucrânia e a Turquia entraram na lista dos 10 maiores destinos, superando o México e retirando Rússia e Áustria da lista dos 10 mais visitados. Os seguintes países foram os 10 maiores destinos do turismo internacional em 2007:

Posição

mundial País Continente Chegadas de

turistas

internacionais

em 2007[2]

(em milhões) Chegadas de

turistas

internacionais

em 2006[3]

(em milhões) Aumento

%

2006-07

1 França

Europa 81,9 79,1 3,8

2 Espanha

Europa 59,2 58,5 1,7

3 Estados Unidos

América do Norte 56,0 51,1 9,8

4 China

Asia 54,7 49,6 9,6

5 Itália

Europa 43,7 41,1 6,3

6 Reino Unido

Europa 30,7 30,7 0,1

7 Alemanha

Europa 24,4 23,6 3,9

8 Ucrânia

Europa 23,1 18,9 22,1

9 Turquia

Europa 22,2 18,9 17,6

10 México

América do Norte 21,4 21,4 0,3

Os destinos com as maiores receitas e os paises com as maiores despesas

De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Turismo (OMT), em 2007 as receitas geradas a nível mundial pelo turismo internacional atingiram USD 856 bilhões (€ 625 bilhões), que quando, comparados com os USD 742 bilhões (€ 591 bilhões) gerados em 2006, representou um crescimento em preços constantes de 5,6%, levando em consideração as fluctuações da taxa de câmbio e da inflação, já que em 2007 o dólar americano devalou-se 9% em relação ao euro en 2007.[2] Os países que mais arrecadaram com o turismo internacional continuam se concentrando na Europa, mas o maior arrecadador em 2007 continua sendo os Estados Unidos. A China foi o país receptor com o maior crescimento anual nas receitas recebidas do turismo internacional.[2]

As estimativas da OMT indicam que, em 2007 a Alemanha, por quinto ano consecutivo, continua sendo o país que produz as maiores despesas em turismo internacional no mundo. Segundo as projeções de um relatório do Banco Dresdner, em 2008 os alemães e os europeus continuarão sendo os emissores que geram as maiores despesas devido à fortaleza do Euro em relação ao Dólar americano, com uma maior demanda de viagens para os Estados Unidos em comparação com outros destinos.[4]

Segundo as estatísticas da OMT, em 2007 os seguintes 10 países receberam as maiores receitas vindas do turismo internacional, e também se apresentam os 10 países emissores com as maiores despesas em turismo internacional:

Receitas do turismo internacional por país receptor Despesas do turismo internacional por país de emissor

Posição

mundial País Continente Receitas

geradas

turismo intl.

em 2007[2]

(em bilhões) Receitas

geradas

turismo intl.

em 2006[3]

(em bilhões) Aumento

%

2006-07

(preços

correntes) Posição

mundial País Continente Despesas

em turismo intl.

por país emissor

(2007)[2]

(em bilhões) Despesas

em turismo intl.

por país emissor

(2006)[3]

(em bilhões) Aumento

%

2006-07

(preços

correntes)

1 Estados Unidos

América do Norte US$ 96.7 US$ 85.7 12,8 1 Alemanha

Europa US$82.9 US$73.9 2,7

2 Espanha

Europa US$ 57.8 US$ 51.1 3,6 2 Estados Unidos

América do Norte US$76.2 US$72.1 5,6

3 França

Europa US$ 54.2 US$ 46.3 7,2 3 Reino Unido

Europa US$72.3 US$63.1 9,9

4 Itália

Europa US$ 42.7 US$ 38.1 2,5 4 França

Europa US$36.7 US$31.2 7,8

5 China

Asia US$ 41.9 US$ 33.9 23,5 5 China

Asia US$29.8 US$24.3 22,5







As cidades e as atrações turísticas mais visitadas do mundo





Vista noturna da Times Square, Nova Iorque.





National Mall & Memorial Parks, Washington, D.C..





Castelo da Cinderela, no coração do Magic Kingdom





A Muralha da China, na China





Coliseu em Roma, Itália.





Taj Mahal em Agra, Índia.





Pirâmides de Gizé no Cairo, Egito.





Estátua da Liberdade, um dos principais pontos turísticos dos Estados Unidos da América.

A Revista Forbes realizou uma pesquisa em 2007 para classificar as 50 maiores atrações turísticas do mundo, considerando tanto turistas internacionais como domêsticos.[5] Por outra parte, a firma Euromonitor classificou as 150 cidades mais visitadas pelos turistas internacionais no mundo durante 2006.[6] As seguintes são as 10 melhores atrações do mundo segundo a Forbes, e se incluem também alguns outros destinos famosos posicionados dentro dos 50 melhores,[7] e também se apresentam as 10 cidades mais visitadas do mundo e se incluem cidades de países lusófonos que classificaram dentro deste ranking:

Atrações turísticas mais visitadas do mundo em 2007

por turistas domésticos e internacionais[5]

Top 10 Cidades mais visitadas em 2006

por turistas internacionais[6]

Top 10

Posição

mundial Atração turística Cidade País Número de

turistas

(em milhões) Posição

mundial Cidade Número de

turistas

(em milhões)

1 Times Square

Nova Iorque

EUA

35 1 Londres

15,64

2 National Mall & Memorial Parks

Washington, D.C.

EUA

25 2 Bangkok

10,35

3 Walt Disney World's Magic Kingdom

Lake Buena Vista, FL

EUA

16,6 3 Paris

9,70

4 Trafalgar Square

Londres

Reino Unido

15 4 Cingapura

9,50

5 Disneylândia

Anaheim, CA

EUA

14,7 5 Hong Kong

8,14

6 Cataratas do Niágara

Ontário & Nova Iorque

CAN & EUA

14 6 Nova Iorque

6,22

7 Fisherman's Wharf & Golden Gate

São Francisco,CA

EUA

13 7 Dubai

6,12

8 Tóquio Disneylândia & Disney Sea

Tóquio

Japão

12,9 8 Roma

6,03

9 Catedral de Notre-Dame de Paris

Paris

França

12 9 Seul

4,92

10 Disneylândia Paris

Paris

França

10,6 10 Barcelona

4,69

Outros destinos famosos Cidades lusófonas no ranking

11 Muralha da China

Badaling

China

10 35 Rio de Janeiro

2,19

18 Torre Eiffel

Paris

França

6,7 47 Lisboa

1,72

31 Grand Canyon

Arizona

EUA

4,4 62 São Paulo

1,10

36 Estátua da Liberdade

Nova Iorque

EUA

4,24 71 Salvador

0,94

37 Vaticano e seus museus

Roma

Itália

4,2 104 Fortaleza

0,50

39 Coliseu de Roma

Roma

Itália

4 109 Foz de Iguaçu

0,44

47 Pirâmides de Gizé

Cairo

Egito

3 118 Búzios

0,36

50 Taj Mahal

Agra

Índia

2,4 123 Florianópolis

0,31

Categorias

: Lista de segmentos do mercado turístico

Ainda segundo a OMT, dependendo de uma pessoa estar em viagem para, de ou dentro de um certo país, as seguintes formas podem ser distinguidas:

• Turismo receptivo - quando não-residentes são recebidos por um país de destino, do ponto de vista desse destino.

• Turismo emissivo - quando residentes viajam a outro país, do ponto de vista do país de origem.

• Turismo doméstico - quando residentes de dado país viajam dentro dos limites do mesmo.

Turismo receptivo

O turismo receptivo é o conjunto de bens, serviços, infra-estrutura, atrativos, etc, pronto a atender as expectativas dos indivíduos que adquiriram o produto turístico. Trata-se do inverso do turismo emissivo. Corresponde à oferta turística, já que se trata da localidade receptora e seus respectivos atrativos, bens e serviços a serem oferecidos aos turistas lá presentes.

O turismo receptivo, para se organizar de modo que seja bem estruturado, deve ter o apoio de três elementos essenciais para que esse planejamento seja executado com sucesso. São eles:

• Relação turismo e governo em harmonia;

• Apoio e investimentos dos empresários;

• Envolvimento da comunidade local.

A partir da inter-relação desses elementos é que pode nascer um centro receptor competitivo, lembrando que eles são apenas os essenciais, mas não os diferenciais, uma vez que é o diferencial que fará com que o turista se desloque até esse possível centro.

Nesse centro receptor, além de haver esses três elementos de fundamental importância para a formação do produto turístico, também deve haver outros que devem estar presentes na localidade. Alguns deles: Atrativos naturais e histórico/culturais; acessos; marketing; infraestrutura básica e complementar; condições de vida da população local; posicionamento geográfico; entre outros.

Importância econômica





Honolulu, a maior cidade do estado do Havaí. O estado é por sí só um dos maiores pontos indutores do turismo nos Estados Unidos da América.

O Turismo é a atividade do setor terciário que mais cresce no Brasil (dentre as espécies, significativamente, o turismo ecológico, o turismo de aventura e os cruzeiros marítimos) e no mundo, movimentando, direta ou indiretamente mais de US$ 4 trilhões (2004), criando também, direta ou indiretamente, 170 milhões de postos de trabalho, o que representa 1 de cada 9 empregos criados no mundo.

Tal ramo é de fundamental importância para o profissionalismo do setor turístico e necessário para a economia de diversos países com excelente potencial turístico, como o Brasil.

No Brasil, cidades médias e pequenas que são desprovidas de um próprio centro financeiro, precisam de meios para o crescimento de sua economia e de seu desenvolvimento. Alguns exemplos sobre esse caso são: Vitória, Guarujá, Ilha Bela, Ubatuba, Ouro Preto, Tiradentes, Paraty, Angra dos Reis, Armação dos Búzios, Cabo Frio, entre outras.









Paraty, cidade brasileira do estado do Rio de Janeiro, que depende economicamente do turismo.

Grandes metrópoles globais também usam o turismo para sua fonte econômica, apesar de terem uma ampla economia de influência nacional ou internacional, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova York, Los Angeles, Londres, Paris, Tóquio, entre outras. Muitas delas utilizam diversos tipos de turismo, como: de negócios, lazer, cultural, ecológico(mais aplicado em cidades menores com maior área rural, apesar de existirem reservas florestais em algumas metrópoles), etc.

Em outros países, entre desenvolvidos e subdesenvolvidos, ocorre o mesmo. Nos Estados Unidos da América, o estado do Havaí, além de ser uma ilha distante do continente, possui também pouca população, em comparação à outros estados, sendo assim, difícil de ter um maior maior crescimento na sua economia. Portanto, o estado teve de optar para o turismo, e hoje é um dos mais famosos pontos turísticos dos Estados Unidos, sendo conhecido por suas belas praias e resorts.

Atualmente, um dos locais que mais crescem com o turismo, é a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Pela sua localização, próxima à regiões de conflitos étinicos e religiosos, a cidade teve de enfrentar muitos obstáculos para ser conhecida em diferentes partes do mundo. Conta com os mais exóticos e originais arranha-céus, sendo muitos deles, hotéis, tendo destaque para o Burj Al Arab, cartão postal da cidade, e para o Rose Tower, o hotel mais alto do mundo.

Estudo do Turismo

O estudo do turismo é uma área de recente desenvolvimento dentre as ciências sociais aplicadas. No Brasil os primeiros cursos superiores na área sugiram no início da década de 1970, destacando-se aqueles criados na antiga Faculdade Anhembi Morumbi e na Universidade de São Paulo, e também o da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Apesar de controverso, o termo turismologia têm sido utilizado para designar essa área de estudos, sendo turismólogo o termo utilizado designar o estudioso da área.

Turismo nos países lusófonos

Turismo no Brasil





Rio de Janeiro é o principal destino turístico dos estrangeiros que viajam ao Brasil.[8]

O turismo no Brasil se caracteriza por oferecer tanto ao turista brasileiro quanto ao estrangeiro uma gama mais que variada de opções. Nos últimos anos, o governo tem feito muitos esforços em políticas públicas para desenvolver o turismo brasileiro, com programas como o Vai Brasil procurando baratear o deslocamento interno, desenvolvendo infra-estrutura turística e capacitando mão-de-obra para o setor, além de aumentar consideravelmente a divulgação do país no exterior. São notáveis a procura pela Amazônia na região Norte, o litoral na região Nordeste, o Pantanal e o Planalto Central no Centro-Oeste, além do interesse pela arquitetura brasiliense, o turismo histórico em Minas Gerais, o litoral do Rio de Janeiro e os negócios em São Paulo dividem o interesse no Sudeste, e os pampas, o clima frio e a arquitetura germânica no Sul do país.





São Paulo, a maior cidade do Brasil. É a cidade mais visitada do país por estrangeiros que viajam a negócios e eventos[8].

Contudo, a imagem de que o Brasil é um país muito procurado por turistas estrangeiros, e que esta terra recebe um número enorme de visitantes oriundos de outros países é relativamente enganosa. Apesar das opções variadas e do enorme território a ser visitado, o Brasil não figura sequer entre os trinta países mais visitados do mundo. Alguns fatores como o medo da violência, da má estrutura e falta de pessoal capacitado (como a carência falantes de inglês no serviço público do turismo, por exemplo) podem ser motivos para explicar esta relativamente baixa procura pelo Brasil como destino. Contudo, ao que tudo indica, a razão principal pela baixa procura por estrangeiros pelo Brasil, se deve pelo fato deste país se encontrar distante dos países grandes emissores de turistas. 85% das viagens aéreas feitas no mundo acontecem em, no máximo, duas horas de vôo[carece de fontes?]. Os problemas estruturais e socioeconômicos do Brasil parecem não interferir tanto no fluxo de turistas estrangeiros, uma vez que, segundo o Plano Aquerela, conduzido pela Embratur, 92% dos estrangeiros que estiveram neste país pretendem voltar.

Mas situação do turismo no Brasil aos poucos tem melhorado. Em 2005 o Brasil recebe 564.467 turistas a mais que em 2006. Mas ainda assim o número de estrangeiros é muito pequeno se compararmos, por exemplo, à França, um país com o território de tamanho semelhante ao do estado de Minas Gerais, mas que recebe 14 vezes mais visitantes estrangeiros que o Brasil.

Os países que mais enviaram estrangeiros para o Brasil em 2005 foram:

Principais 15 países emissores de turistas para o Brasil[9]


Posição País de

origem Turistas

estrangeiros

2007 %

total Posição País de

origem Turistas

estrangeiros

2007 %

total

1º Argentina

920.210 18,31 9º Espanha

216.373 4,31

2º Estados Unidos

699.169 13,91 10º Paraguai

206.323 4,11

3º Portugal

280.438 5,58 11º Reino Unido

176.948 3,52

4º Itália

268.685 5,35 12º Peru

96.336 1,92

5º Chile

260.430 5,18 13º Países Baixos

83.554 1,66

6º Alemanha

257.719 5,13 14º Suíça

72.763 1,45

7º França

254.367 5,06 15º Canadá

63.963 1,27

8º Uruguai

226.111 4,50

Turismo em Portugal





Praia do Tamariz, Estoril - Portugal é amplamente conhecido na Europa pelas suas estâncias turísticas.

Portugal sempre se mostrou como um dos destinos turísticos mais seguros da Europa. Se apesar de até 1974 o país ter sofrido com o seu regime ditatorial, após esta data o turismo em terras portuguesas cresceu imenso.

Lisboa e Cascais foram os pólos iniciais do turismo, aos quais se juntaram mais tarde a Ilha da Madeira e o Algarve; actualmente todo o país goza de um prestígio em todo o mundo.

Hoje em dia, mais de 13 milhões de turistas anuais percorrem os cerca de 1000 quilómetros de costa, visitam os inúmeros locais considerados Património da Humanidade, cruzam as Planícies do Alentejo, escalam a Serra da Estrela, sobem o Rio Douro, mergulham nas praias do Algarve e da ilha do Porto Santo, encantam-se nos Açores ou, ainda, divertem-se nos muitos casinos portugueses.

Actualmente, o Algarve, a região de Lisboa, Cascais e Sintra, a Madeira, e o Porto lideram o ranking de destinos nacionais. O Alentejo Litoral começa também a afirmar-se como um grande pólo turístico onde estão a efectuar-se grandes investimentos nesse sector nomeadamente em Tróia (Grândola) e Santiago do Cacém.





Torre de Belém, em Lisboa.

O Algarve é um dos principais destinos de férias, durante todo o ano, dos países nórdicos e do Reino Unido. Vilamoura (o maior complexo turístico da Europa), Portimão, Albufeira e Faro são o centro da actividade algarvia.

Ao passo que os portugueses elegem a Espanha, Brasil, Cuba, Tailândia, México, Itália, Marrocos, Moçambique, Tunísia, Cabo Verde ou a República Dominicana como seus destinos principais, Portugal é escolhido, preferencialmente, por turistas oriundos do Reino Unido, Irlanda, Países Baixos, Dinamarca, Suécia, Noruega, Itália, Bélgica, Alemanha, Suíça, França, Espanha e um número cada vez maior turistas da Rússia, Polónia, Estados Unidos da América, Canadá, Países Bálticos, República Checa, Hungria, Japão e China.

Cultura, sol, praias, diversão, natureza, história e gastronomia são os pratos fortes do turismo português.

O turismo é um dos mais importantes sectores da economia portuguesa, representando cerca de 8% do PIB.

Portugal encontra-se entre os 15 países com maior procura turística em todo o mundo.

Turismo na América Latina

Durante vários anos o México tem sido o destino mais visitado por turistas estrangeiros na América Latina. As receitas do turismo internacional são uma importante fonte de divisas para vários dos países da América Latina, e representa um porcentagem importante do PIB e das exportações de bens e serviços, assim como uma fonte importante de emprego, com destaque da República Dominicana.[10] Segundo o FEM vários dos países da América Latina, ainda que apresentam deficiências nas áreas de infra-estrutura e marco jurídico, são competitivas nos aspectos relativos a recursos culturais e naturais, fatores que fazem atrativo realizar investimentos ou desenvolver negócios no setor de viagens e turismo nos países da região.[11] Por exemplo, o Brasil foi classificado no Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2009 na posição 45 a nível mundial, mas entre os 133 países avaliados classificou na posição 2 em recursos naturais, e na posição 14 em recursos culturais, ainda que classificou na posição 110 en infraestrutura rodoviária e no 130 en segurança pública.[12] A continuação apresenta-se um resumo das principais estatísticas sobre o turismo dos 20 países da América Latina, incluindo indicadores que reflitem a importância que esta atividade tem nas suas economias.

País da

América Latina

Chegadas

turistas

internl.[2]

2007

(mil)

Receitas

turismo

internl.[2]

2007

(milhões

USD)

Receita

média por

chegada[2]

(2) / (1)

2007

(USD/tur)

Chegadas

por

1000 hab

(estimado)

2007[2][13]

Receitas

per

capita[14]

2005

USD

Receitas

%

exportação

bens e

serviços[10]

2003

Receitas

turismo

%

PIB[10]

2003

% Empregos

diretos

e indiretos

no

turismo[10]

2005

Classif.

Mundial

Competitiv.

Turística[11]

TTCI

2009

Valor do

Índice

TTCI[11]

2009


Argentina

4,562 4,313 945 115 57 7,4 1,8 9,1 65 4,08

Bolívia

556 205* 475* 58 22 9,4 2,2 7,6 114 3,33

Brasil

5,026 4,953 985 26 18 3,2 0,5 7,0 45 4,35

Chile

2,507 1,419 566 151 73 5,3 1,9 6,8 57 4,18

Colômbia

1,193 1,669 1,399 26 25 6,6 1,4 5,9 72 3,89

Costa Rica

1,973 1,974 1,001 442 343 17,5 8,1 13,3 42 4,42

Cuba

2,119 1,982 935 188 169 n/d n/d n/d n/d n/d

Equador

953 637 668 71 35 6,3 1,5 7,4 96 3,62

El Salvador

1,339 847 633 195 67 12,9 3,4 6,8 94 3,63

Guatemala

1,448 1,199 828 108 66 16,0 2,6 6,0 70 3,90

Haiti*

n/d n/d 685* n/d 12* 19,4 3,2 4,7 n/d n/d

Honduras

831 557 670 117 61 13,5 5,0 8,5 83 3,77

México

21,424 12,901 602 201 103 5,7 1,6 14,2 51 4,29

Nicarágua

800 255 319 143 36 15,5 3,7 5,6 103 3,49

Panamá

1,103 1,185 1,074 330 211 10,6 6,3 12,9 55 4,23

Paraguai

416 102 245 68 11 4,2 1,3 6,4 122 3,16

Peru

1,812 1,938 1,070 65 41 9,0 1,6 7,6 74 3,88

República Dominicana

3,980 4,026 1,012 408 353 36,2 18,8 19,8 67 4,03

Uruguai

1,752 809 462 525 145 14,2 3,6 10,7 63 4,09

Venezuela

771 817 1,060 28 19 1,3 0,4 8,1 104 3,46

• Nota (1): Os dados marcados com * não estão disponíveis para 2006 ou 2007 em web sites de acesso público, então se incluiram como referencial os datos disponíves de 2005 para a Bolivia e de 2003 para o Haiti.[14]

• Nota (2): A cor sombreado verde denota o país com o melhor indicador e a cor sombreado amarelo corresponde ao país com o valor mais baixo.

• Turismologia

• Turismólogo

• Organização Mundial de Turismo

• Trade turístico

• Meios de hospedagem

• Planejamento do turismo

• Jornalismo de Turismo

• Índice de Competitividade em Viagens e Turismo‎

• Transporte







Freedom of the Seas, o maior navio cruzeiro do planeta, símbolo da era das grandes viagens marítimas.

Inglaterra torna-se a primeira a oferecer passagens de travessias transoceânicas e dominam o mercado marítimo na segunda metade do século XIX, o que favorecerá as correntes migratórias européias para a América. Sendo este o grande momento dos transportes marítimos e das companhias navais.

Começa a surgir na Europa o turismo de montanha ou saúde: se constroem famosos sanatórios e clínicas privadas européias, muitos deles ainda existem como pequenos



Com a Revolução Industrial se consolida a burguesia que volta a dispor de recursos econômicos e tempo livre para viajar. O invento do maquinário a vapor promove uma revolução nos transportes, que possibilita substituir a tração animal pelo trem a vapor tendo as linhas férreas que percorrem com rapidez as grandes distâncias cobrindo grande parte do t E neste momento quando aparecem os primeiros alojamentos com o nome de hotel (palavra francesa que designava os palácios urbanos). Como as viagens das grandes personalidades acompanhadas de seu séqüito, comitivas cada vez mais numerosas, sendo impossível alojar a todos em palácio, ocorre à criação de novas edificações hoteleiras.

Esta é também a época das grandes expedições marítimas de espanhóis, britânicos e portugueses que despertam a curiosidade e o interesse por grandes viagens.

Ao final do século XVI surge o costume de mandar os jovens aristocratas ingleses para fazerem um gran-tour ao final de seus estudos, com a finalidade de complementar sua formação e adquirir certas experiências. Sendo uma viagem de larga duração (entre 3 e 5 anos) que se fazia por distintos países europeus, e desta atividade nascem as palavras: turismo, turista, etc.

Existindo um ressurgir das antigas termas, que haviam decaído durante a Idade Média. Não tendo somente como motivação a indicação medicinal, sendo também por diversão e o entretenimento em estâncias termais como, por exemplo, em Bath (Inglaterra). Também nesta mesma época data o descobrimento do valor medicinal da argila com os banhos de barro como remédio terapêutico, praias frias (Niza,…) onde as pessoas iam tomar os banhos por prescrição médica.

Idade Contemporânea

Com a Revolução Industrial se consolida a burguesia que volta a dispor de recursos econômicos e tempo livre para viajar. O invento do maquinário a vapor promove uma revolução nos transportes, que possibilita substituir a tração animal pelo trem a vapor tendo as linhas férreas que percorrem com rapidez as grandes distâncias cobrindo grande parte do território europeu e norte-americano. Também o uso do vapor nas navegações reduz o tempo dos deslocamentos.

erritório europeu e norte-americano. Também o uso do vapor nas navegações reduz o tempo dos deslocamentos.





Isabel I, Rainha da Inglaterra e Irlanda.

As peregrinações continuam durante a Idade Moderna. Em Roma morrem 1.500 peregrinos por causa da peste.







Começa a surgir na Europa o turismo de montanha ou saúde: se constroem famosos sanatórios e clínicas privadas européias, muitos deles ainda existem como pequenos hotéis guardando ainda um certo charme. É também nesta época das praias frias (Costa azul, Canal da Mancha,…).

Thomas Cook

Em 1840 Thomas Cook, considerado o pai do Turismo Moderno, promove a primeira viagem organizada da historia. Mesmo tendo sido um fracasso comercial é considera como um rotundo sucesso em relação a organização do primeiro pacote turístico, pois se constatou a enorme possibilidade econômicas que, este negócio, poderia chegar a ter como atividade, criando assim em 1851 a Agência de Viagens “Thomas Cook and son”.

Em 1867 inventa o bono o “voucher”, documento que permite a utilização em hotéis de certos serviços contratados e propagados a través de uma agência de viagens.

Henry Wells e William Fargo criam à agência de viagens American Express que inicialmente se dedica ao transporte de mercadorias e que posteriormente se converte em uma das maiores agências do mundo. Introduzindo o sistema de financiamento e emissão de cheques de viagem, como por exemplo o travel-check (dinheiro personalizado feito com papel moeda de uso corrente que protege o viajante de possíveis roubos e perdas).

Cesar Ritz





Hôtel Ritz Paris

Cesar Ritz é considerado pai da hotelaria moderna. Desde muito jovem ocupou todos os postos de trabalho possíveis em um hotel até chegar a gerente de um dos maiores hotéis de seu tempo. Melhorou todos os serviços do hotel, criou a figura do sumiller, introduziu o banheiro nas unidades habitacionais (UHs) criando as suítes, revolucionando a administração. (Converteu os hotéis decadentes nos melhores da Europa, o que lhe gerou o pseudônimo de “mago”).

Ao explodir a Primeira Guerra Mundial no verão de 1914 acredita-se que havia aproximadamente 150.000 turistas americanos na Europa.

Ao finalizar a guerra começa a fabricação em massa de ônibus e carros. Nesta época as praias e os rios se convertem em centros de turismo na Europa começando a adquirir grande importância o turismo costeiro.







Cancún, no México, um dos principais pólos turísticos do país.

Entre 1950 e 1973 se inicia a falar de “boom” turístico. O turismo internacional cresce a um ritmo superior ao de toda a sua história. Este desenvolvimento é conseqüência da nova ordem internacional, a estabilidade social e o desenvolvimento da cultura do ócio no mundo ocidental. Nesta época se começa a legislar sobre o setor.

A recuperação econômica, especialmente da Alemanha e do Japão, foi uma assombrosa elevação dos níveis de renda destes países e fazendo surgir uma classe média estável que começa a interessar-se por viagens.

Entretanto com a recuperação elevando o nível de vida de setores mais importantes da população dos países ocidentais. Surge a chamada sociedade do bem-estar que uma vez com as suas necessidades básicas atendidas passa a buscar o atendimento de novas necessidades. Aparecendo neste momento a formação educacional e o interesse por viajar e conhecer outras culturas. Por outra parte a nova legislação trabalhista adotando a semana inglesa de 5 dias de trabalho, a redução da jornada de 40 horas semanais, a ampliação das coberturas sociais (jubilación, desemprego, invalidez,…), potencializam em grande medida o desenvolvimento do ócio e do turismo.

Também estes são os anos em que se desenvolvem os grandes núcleos urbanos e se evidencia a massificação, surge também o desejo de evasão, escapar da rotina das cidades e descansar as mentes da pressão.

Nestes anos se desenvolve a produção de carros em série o que permite acesso cada vez maior a população deste bem, assim com a construção de mais estradas, permite-se um maior fluxo de viajantes. De fato, a nova estrada dos Alpes que atravessa a Suíça de norte a sul supondo a perda da hegemonia deste país como núcleo receptor, pois eles iam agora cruzar a Suíça para dirigir-se a outros países com melhor clima.

A evasão é substituída pela recreação, o que se supõem um golpe definitivo para as companhias navais, que se vêem obrigadas a destinar seus barcos aos cruzeiros.

Todos estes fatores nos levam a era da estandardização padronizando os produtos turísticos. Os grandes operadores turísticos lançam ao mercado milhões de pacotes turísticos idênticos. Na grande maioria utiliza-se de vôos charter, que barateiam o produto e o popularizam. No princípio deste período (1950) havia 25 milhões de turistas, e ao finalizar (1973) havia 190 milhões.

No obstante, esta etapa também se caracteriza pela falta de experiência, o que implica as seguintes conseqüências. Como a falta de planejamento (se constrói sem fazer nenhuma previsão mínima da demanda ou dos impactos ambientais e sociais que se podem surgir com a chegada massiva de turistas) e o colonialismo turístico (existe uma grande dependência dos operadores estrangeiros estadunidenses, britânicos e alemães fundamentalmente).

Na década de 1970 a crise energética e a conseqüente inflação, especialmente sentida no setor dos transportes ocasionam um novo período de crise para a indústria turística que se estende até 1978. Esta recessão implica uma redução da capacidade de abaixar os custos e preços para propor uma massificação da oferta e da demanda. Na década de 1980 o nível de vida volta a elevar-se e o turismo se converte no motor econômico de muitos países. Esta aceleração do desenvolvimento ocorre devido a melhoria dos transportes com novos e melhores aviões da Boeing e da Airbus, trens de alta velocidade e a consolidação dos novos charter, também observa-se um duro competidor para as companhias regulares que se vem obrigadas a criar suas próprias filiares charter.

Nestes anos se produz uma internacionalização muito marcante das grandes empresas hoteleiras e das operadoras. Buscam novas formas de utilização do tempo livre (parques temáticos, deporte, resorts, saúde,…) e aplicando, ainda mais técnicas de marketing, pois o turista tem cada vez mais informação e maior experiência, buscando novos produtos e destinos turísticos, o que gera uma forte competição entre eles.

A possibilidade de utilização de ambientes multimedia na comunicação transformarão o sector, tornando o dsigner dos produtos, a prestação do serviço, a comercialização dos mesmos de uma maneira mais fluida.

Na década de 1990 ocorre grandes acontecimentos, como a queda dos regimes comunistas europeus, a Guerra do Golfo, a unificação alemã, a guerra da Bósnia, que incidem de forma direta na história do turismo. Trata-se de uma etapa de amadurecimento do setor que seguiu crescendo, sendo que de uma maneira mais moderada e controlada.

Os significativos problemas desta época ocasionaram limitações à capacidade receptiva gerando a necessidade de adequar a oferta à demanda existente, empenhando-se no controle de capacidade de carga dos ambientes patrimoniais de importância históricos e diversificando a oferta de produtos e destinos. Tendo ainda a percepção da diversificação da demanda aparecendo novos tipos perfis de turistas que exigiam uma melhor qualidade.

O turismo entra como parte fundamental da agenda política de numerosos países que desenvolvendo políticas públicas focadas na promoção, no planejamento e na sua comercialização como uma peça clave do desenvolvimento econômico. Melhorando-se mejora a formação desenvolvendo planos de educação especializada. O objetivo de alcançar um desenvolvimento turístico sustentável mediante a captação de novos mercados e a regulação da sazonalidade.

Também as políticas a nível supranacional que consideram o desenvolvimento turístico como elemento importante como o Tratado de Maastricht em 1992 (livre tráfego de pessoas e mercadorias, cidadania européia), e em 1995 a entrada em vigor Schegen e se eliminam os controles fronteiriços nos países da União Européia.

Ocorre novamente um barateamento das viagens por via aérea por meio das companhias de baixo custo (Low cost) e a liberação das companhias em muitos países e a feroz competição das mesmas. Esta liberalização afeta a outros aspectos dos serviços turísticos como a gestão de aeroportos e sem duvida será aprofundada quando entrar em vigor a chamada Directiva Bolkestein (de liberalização de serviços) em tramite no Parlamento Europeu.