terça-feira, 25 de agosto de 2009

Setur-PE discute interiorização do Turismo com prefeitos em Afogados da Ingazeira

Silvio Costa Filho explicou aos empresários da região que a Setur conseguiu reunir todas as linhas de crédito dos bancos públicos (Caixa, BNB, Banco do Brasil e BNDES) numa única cartilha


Silvio Costa Filho explicou aos empresários da região que a Setur conseguiu reunir todas as linhas de crédito dos bancos públicos (Caixa, BNB, Banco do Brasil e BNDES) numa




O Secretário de Turismo de Pernambuco, Silvio Costa Filho (foto), e o presidente da Empetur, José Ricardo Diniz, participaram nesta quinta-feira (20) do I Seminário de Interiorização do Turismo em Afogados da Ingazeira. Eles debateram com prefeitos e gestores locais a plataforma de interiorização proposta pela Setur. O evento, realizado na secretaria municipal de educação, reuniu os prefeitos de Carnaíba (Anchieta Patriota), Quixaba (José Pereira), Serra Talhada (Carlos Evandro), Santa Cruz da Baixa Verde (Francisco Fanão), Solidão (Maria Aparecida), além do anfitrião Totonho Valadares. Mais de 20 gestores municipais do Sertão do Pajeú também compareceram. A região é cortada pela rota do Cangaço e Lampião, que integra o programa Pernambuco Conhece Pernambuco.


O prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares, deu as boas-vindas aos participantes do seminário. Ele destacou que o turismo é uma importante alternativa para o desenvolvimento, pela capacidade de gerar empregos e renda. "Quando recebemos mais turistas temos uma movimentação maior nos restaurantes, hotéis, bares e no comércio. Com isso, temos mais postos de trabalho e arrecadação", afirmou.



Durante o encontro foi proposta a criação de uma nova rota turística em Pernambuco, a da Cantoria e da Poesia, sediada no Pajeú. A definição das cidades ainda não está consolidada, mas a idéia inicial é que São José do Egito e Afogados da Ingazeira deixassem de integrar a rota do Cangaço e Lampião para fazer parte da Cantoria e Poesia. "Queremos estruturar esta proposta para levá-la ao Ministério do Turismo, que é quem determina todas as rotas do Brasil. Vamos ampliar este debate para apresentar um projeto consistente", explicou Silvio Costa Filho. Ele lembrou que as rotas existem em Pernambuco desde 2002, mas só começaram a ganhar importância há dois anos, com a criação do programa Pernambuco Conhece Pernambuco. "Ver mais municípios querendo ser incluídos nos deixa feliz, pois até pouco tempo as pessoas nem conheciam estas rotas", observou.






O secretário salientou que a grande vocação do Pajeú é a sua riqueza cultural. "Aqui temos um artesanato de referência, uma gastronomia impressionante e toda a beleza dos aboios, dos repentes e da literatura de cordel, que são objetos de pesquisas no mundo inteiro".



Silvio Costa Filho explicou aos empresários da região que a Setur conseguiu reunir todas as linhas de crédito dos bancos públicos (Caixa, BNB, Banco do Brasil e BNDES) numa única cartilha, o Financiamento do Turismo (Fintur). Na cartilha está explicado o passo a passo para conseguir financiamentos a juros mais baixos. "Mais de um milhão de reais já foram contatados. Sob o guarda-chuva do Fintur há de micro a grandes empreendedores", reforçou. Silvio Costa Filho anunciou ainda que pretende intensificar as qualificações profissionais no Pajeú, beneficiando mais de 500 pessoas nos próximos seis meses. "Outra meta é sinalizar todas as rotas. Já estamos buscando captar estes recursos junto ao Ministério. Ainda este mês iniciaremos os diagnósticos para apresentar o projeto ao Governo Federal".

turismo rural

:: O que é Turismo Rural?










Segundo a Embratur, o Turismo Rural é uma atividade desenvolvida no campo, comprometida com a atividade produtiva, agregando valor a produtos e serviços e resgatando o patrimônio natural e cultural da comunidade. Isso significa que, para ser enquadrado como turismo rural, o empreendimento deve ser e não apenas "parecer" um sítio ou fazenda.

Confira abaixo a relação de hotéis fazenda de Minas Gerais e navegue no menu acima para saber mais sobre esta deliciosa modalidade de turismo!

 O Turismo Rural, além do comprometimento com as atividades agropecuárias, caracteriza-se pela valorização do patrimônio cultural e natural como elementos da oferta turística no meio rural. Assim, os empreendedores, na definição de seus produtos de Turismo Rural, devem contemplar com a maior autenticidade possível os fatores culturais, por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os “causos”, a gastronomia), e primar pela conservação do ambiente natural.
• O Turismo de Habitação caracteriza-se por solares, casas apalaçadas ou residências de reconhecido valor arquitectónico, com dimensões adequadas, mobiliário e decoração de qualidade.


• O Agro-turismo caracteriza-se por casas de habitação ou os seus complementos integrados numa exploração agrícola, caracterizando-se pela participação dos turistas em trabalhos da própria exploração ou em formas de animação complementar.

• O Turismo de Aldeia caracteriza-se pelo serviço de hospedagem prestado num conjunto de, no mínimo, cinco casas particulares situadas numa aldeia e exploradas de forma integrada, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria dos seus proprietários, possuidores ou legítimos detentores.

• As Casas de Campo são casas particulares e casas de abrigo situadas em zonas rurais que prestam um serviço de hospedagem, quer sejam ou não utilizadas como habitação própria dos seus proprietários
Turismo rural em Portugal


Em Portugal o turismo rural é criado em 1986 com a regulamentação do Decreto-Lei n.º 256/86 de 27 Agosto, sendo institucionalizadas três modalidades, turismo habitação, turismo rural e agro-turismo. Actualmente a definição apresentada pela DGT (Direcção Geral do Turismo) que se encontra no Decreto-Lei 54/2002 “Turismo no espaço rural consiste no conjunto de actividades, serviços de alojamento e animação a turistas, em empreendimentos de natureza familiar, realizados e prestados mediante remuneração, em zonas rurais.” (art. 1.º, Decreto-Lei n.º 55/2002, de 2 de Abril). Por zonas rurais é considerado todas “as áreas com ligação tradicional e significativa à agricultura ou ambiente e paisagem de carácter vincadamente rural” (art. 3.º, Decreto-Lei n.º 55/2002, de 2 de Abril).
O Turismo Rural, além do comprometimento com as atividades agropecuárias, caracteriza-se pela valorização do patrimônio cultural e natural como elementos da oferta turística no meio rural. Assim, os empreendedores, na definição de seus produtos de Turismo Rural, devem contemplar com a maior autenticidade possível os fatores culturais, por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os “causos”, a gastronomia), e primar pela conservação do ambiente natural.


No Brasil, são muito procurado o turismo rural em fazendas centenárias de Minas Gerais e Rio de Janeiro, como também passeios equestres no Pantanal Matogrossense e trilhas em fazendas históricas do interior paulista.

de produtos in natura, transformando-os para que possam ser oferecidos ao turista, sob a forma de conservas, produtos lácteos, refeições e outros.